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sábado, 16 de agosto de 2014

Série livros sobrea a Amazônia - O vale do Amazonas - A.C. Tavares Bastos




O Valle do Amazonas, foi publicado originalmente em 1866, a obra é um estudo pioneiro sobre a livre navegação no Amazonas, estendendo-se por diferentes aspectos econômicos da região, como revela o subtítulo: “estatística, produções, comércio, questões fiscais”. Capítulos são dedicados aos países limítrofes Peru, Bolívia e Venezuela. O prefácio contém o decreto de abertura dos rios Amazonas, Tocantins e São Francisco à navegação internacional. Tavares Bastos é autor de outras três obras na coleção Brasiliana.

Tavares Bastos. O Valle do Amazonas. Garnier. Rio de Janeiro. 1ª Ed. 1866. 441 p










Tavares Bastos. O Valle do Amazonas. Coleção Brasiliana, v. 106. Editora Nacional. São Paulo. 2ª Ed. 1937. 441 p



Tavares Bastos. O Valle do Amazonas. Coleção Brasiliana, v. 106. Editora Nacional. Brasília. 3ª Ed. 1975. 441 p







Tavares Bastos. O Vale do Amazonas. Coleção Rconquista do Brasil. Itatiaia. Belo Horizonte  xª Ed. 2000. 203 p








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BIOGRAFIA






Aureliano Cândido Tavares Bastos foi o João Batista do liberalismo no Brasil. Rui Barbosa, que o citou abundantemente, dizia que ele havia compassado todos os problemas políticos do país. No Vale do Amazonas defende a tese liberal, e no tempo temerária, da abertura do grande rio ao comércio internacional. Viu vitorioso o seu ponto de vista, embora os resultados não tenham correspondido à expectativa de progresso da região. Mas a argumentação que desenvolveu e os estudos profundos a que procedeu permanecem entre os grandes feitos da inteligência de seu tempo. Revelou a existência de uma geração capaz de equacionar os problemas nacionais dentro dos pensamentos dos grandes doutrinadores liberais contemporâneos. Na elaboração dos atos constitutivos da federação republicana seu nome é invocado constantemente como o doutor do liberalismo e do federalismo. Dele diz Raul Lima que conseguiu tratar os temas que versou com rigorismo de apreciação, "sem cair na chateza e aridez". Expondo, dissecando as questões, "não se afundou na frieza e na vulgaridade da palavra, que é sempre cálida e vigorosa". Por isso Fernando de Azevedo refere-se à sua "literatura substanciosa e enxuta". Observação importante de Raul Lima na introdução aos trechos escolhidos para a coleção Nossos clássicos é que os problemas que ele estuda são sempre encarados do ponto de vista universal, ou ao menos nacional. Ele não é um regionalista. Mesmo o caso da abertura do Amazonas é tratado menos como um caso local do que como um assunto que interessa à nação e à humanidade. O que o empolga é o homem em geral. Está empolgado pelos grandes pensadores de seu tempo: Montalembert, Guizot e, principalmente, Tocqueville, que recentemente voltou às estantes dos sociólogos e políticos, e é considerado um dos mais lúcidos observadores do fenômeno dos Estados Unidos. Atribui-se à influência deste autor o entusiasmo de Tavares Bastos pela intensificação das relações econômicas com a grande República do Norte. O pensamento dominante em todo este estudo é o progresso e a utilidade da medida proposta. "A sua missão resume-se em uma palavra: ser útil". Sua crença nas virtudes da liberdade está expressa no período final do prefácio: "O essencial, nós o possuímos. O pão de cada dia, o pão indispensável ao corpo social, isto é, a liberdade mantida pela ordem... Ora, quando um país goza da liberdade, todo progresso é possível, e onde nada embaraça o progresso, a revolução é impossível." Dele disse Vicente Licínio Cardoso que sua crítica política distingue-se de todos os apaixonados oposicionistas da época: Crítico formidável de todos os nossos males, escalpelador de nossas insuficiências orgânicas, vidente intimorato dos erros relativos à falta de uma consciência brasílica da própria terra que nos coubera no planeta, como berço cósmico de nossa nacionalidade. 

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Aureliano Cândido Tavares Bastos (Cidade de Alagoas, 20 de abril de 1839Nice, 3 de dezembro de 1875) foi um político, escritor e jornalista brasileiro.
É considerado um precursor do federalismo, por sua luta contra a centralização administrativa durante o Segundo Reinado.

Biografia

Primeiro dos seis filhos de José Tavares Bastos e D. Rosa Cândida de Araújo, seguido por Américo (1840), Edméia (1842), Teonila (1843), Cassiano (1844) e Maria (1847). Formou-se em Direito na Faculdade de Direito de São Paulo, onde estabeleceu as suas primeiras relações políticas importantes: Ferreira Viana, Paulino de Souza e Gaspar da Silveira Martins, entre outros. Formou-se em 1858, aos dezanove anos de idade, doutorou-se em direito em 1859 e, em 1860, foi eleito deputado pela então Província de Alagoas. No ano seguinte, por discordar abertamente com o Ministro da Marinha, foi demitido do cargo de oficial da secretaria da Marinha. Publicou naquele ano, anonimamente, no Correio Mercantil, as Cartas do Solitário, cuja primeira edição em livro é de 1862. As Cartas tratavam de diversos assuntos, como a centralização administrativa, a abertura do rio Amazonas à navegação, a liberdade da navegação de cabotagem e as comunicações com os Estados Unidos.
Em 1864, Tavares Bastos foi reeleito deputado e participou da Missão Saraiva ao rio da Prata, como secretário.  Em 1870, fez publicar o livro A Província, no qual combate eloqüentemente a centralização do poder público. Em 1872, publicou A Situação e o Partido Liberal e, em 1873, os Estudos sobre a Reforma Eleitoral. Em 1874, precisando tratar de sua saúde, fez a sua última viagem à Europa, onde veio a falecer, vítima de uma pneumonia. Seu corpo foi enterrado na cidade do Rio de Janeiro, onde viveu grande parte de sua curta existência, na tarde de 02 de maio de 1876.
Era partidário do liberalismo, o qual defendia à exaustão, segundo Raymundo Faoro, enquanto um dogma acentuando o caráter natural das leis do mercado e da livre iniciativa enquanto elementos desejados por toda a sociedade contra um Estado que extrapole os limites de sua atuação e acabe por "substituir a sociedade" na iniciativa produtiva.
Em suas ideias recebeu muitas influências do missionário norte-americano James Cooley Fletcher, além de pensadores tais como John Stuart Mill, Alexis de Tocqueville e Alexander Hamilton. Como tal defendia a separação do estado e igreja e inclusive a imigração de protestantes para a região1 .

Bibliografia
  • MOURA, Clóvis. Dicionário da escravidão negra no Brasil. 2004
  • PONTES, Carlos. Tavares Bastos (Aureliano Cândido, 1839-1875). 2.ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1975. (Coleção Brasiliana, 136)

Obras Publicadas

  • Os males do presente e as esperanças do futuro (1861)
  • Cartas do Solitário (1862)
  • O vale do Amazonas (1866)
  • Memória sobre a imigração (1867)
  • A província: estudo sobre a descentralização no Brasil (1870)
  • A situação e o Partido Liberal (1872)
  • A Reforma eleitoral e parlamentar e Constituição da magistratura (1873)
Fonte: Wikipedia
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Biografia

Patrono
Tavares Bastos (Aureliano Cândido T. B.), advogado, jornalista, político e publicista, nasceu na Cidade das Alagoas, hoje Marechal Deodoro, AL, em 20 de abril de 1839, e faleceu em Nice, França, em 3 de dezembro de 1875. É o patrono da Cadeira nº 35, por escolha do fundador Rodrigo Octavio.
Era filho do bacharel José Tavares Bastos e de Rosa Cândida de Araújo. Fez os primeiros estudos com o pai, latinista e professor de filosofia, e concluiu os preparatórios em Olinda. Matriculou-se na Academia de Direito, em 1854, ano em que a antiga Faculdade de Olinda se transferiu para o Recife. No ano seguinte, acompanhou o pai, que fora nomeado presidente da província de São Paulo, e matriculou-se na Faculdade de Direito. Ali já se encontravam Lafayette Rodrigues Pereira, Silveira Martins, Paulino de Sousa, Ferreira Viana, Afonso Celso (pai), chegando, pouco depois, Tomás Coelho, Macedo Soares, Pedro Luís, entre outros. Ali participa ativamente das sociedades acadêmicas e colabora em revistas literárias e filosóficas, fazendo de Hegel o seu pensador predileto em matéria de estética. Recebeu o grau de Doutor em Direito em 1859; logo depois passou a residir no Rio de Janeiro, onde foi nomeado oficial de secretaria da Marinha, sendo exonerado do cargo em 1861, em represália contra o discurso que proferiu sobre os negócios da Marinha. Foi eleito deputado geral por Alagoas em três legislaturas, 1861-1863, 1864-1866 e 1867-1870, sendo na primeira vez, aos 22 anos de idade, o mais jovem deputado no Parlamento, eleito juntamente com José de Alencar, João Alfredo, José Bonifácio, o Moço, entre outros.
A imprensa e a tribuna parlamentar eram o veículo ideal para a defesa das suas idéias. Ainda em 1861 publicou o panfleto Os males do presente e as esperanças do futuro, com o pseudônimo de "Um Excêntrico". Sua carreira política foi marcada pela preocupação com as questões sociais e econômicas do seu tempo, sobretudo a escravidão, a imigração, a livre navegação do Amazonas, a educação, a questão religiosa. Tratava desses problemas nas Cartas que passou a publicar, sob o pseudônimo de "O Solitário", no Correio Mercantil, de Francisco Otaviano, reunindo-as nas Cartas do Solitário, publicadas em 1862.
Em 1864, participou da Missão Saraiva ao Rio da Prata, como secretário, o que deu motivo a grandes polêmicas na Câmara. Depois partiu para o Amazonas, em viagem de estudos e observações, de que resultou o seu livro O vale do Amazonas, publicado em 1866. No Parlamento, predominavam as discussões relativas à liberdade religiosa e à separação entre a Igreja e o Estado, à imigração e à reforma eleitoral e parlamentar. A ele é atribuído o panfleto Exposição dos verdadeiros motivos sobre que se baseia a liberdade religiosa e a separação entre a Igreja e o Estado, que apareceu em 1866, sob o pseudônimo de Melásporo. Em 1867, Tavares Bastos publica Reflexões sobre a imigração, faz oposição ao Gabinete Zacarias, deixando de ser deputado ao dissolver-se a Câmara em 18 de julho de 1868. Passa a dirigir o Diário do Povo, com Lafayette Rodrigues Pereira, e colabora com o jornal A Reforma do recém-fundado Clube da Reforma (1869). Em 1870, publica A Província, o seu livro mais importante e conhecido. É neste livro que ele se dedica a uma das suas idéias fundamentais: a da descentralização ou da federalização do Brasil, dando certa autonomia às províncias e acabando com o centralismo unitarista imperial, que as sufocava e lhes negava praticamente qualquer iniciativa.
Desinteressando-se de se candidatar mais uma vez, faz como escritor e jornalista a campanha pela reforma eleitoral. Em 1874, faz uma segunda e última viagem à Europa, com a esposa e a filha. Acometido de pneumonia, faleceu em 3 de dezembro de 1875, em Nice, no sul da França. Em 30 de abril de 1876, seu corpo chega ao Rio de Janeiro, a bordo do navio francês Henri IV, sendo então realizado seu enterro no Cemitério São João Batista.

Fonte: ABL

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sábado, 9 de agosto de 2014

Série livros sobre Amazônia - Entragled Edens - Candence Slater






SLATER, Candence. Entangled Edens: vision of the Amazon. 1. Berkeley: University of California, 2002. 
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Candace Slater é diretora do programa Luso-Brasileiro do Departamento de Espanhol e Português da Universidade da Califórnia. Foi conselheira do programa Pontos de Cultura do Minc e recebeu a Ordem do Mérito Cultural e a Ordem do Rio Branco. É bolsista da American Council of Learned Societies e finaliza seu oitavo livro, Beset by Marvels: Wonder, Change and Violence in the Brazilian Northeast. Publicou, entre outros, A vida no barbante (Civilização Brasileira, 1984), sobre literatura de cordel, e A festa do Boto (Funarte, 2001) .




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Candace Slater Department of Spanish & Portuguese
(BA, Brown University; PhD, Stanford University) is a Marian B. Koshland Distinguished Professor in the Humanities and the Director of UC Berkeley's Townsend Center for the Humanities. Among her primary areas of research are Lusophone Amazonian culture, narrative folklore, poetry (the literature de cordel, which had its roots in Portugal) and mythology with roots in both Portugal and other cultures that took root in Brazil. Dr. Slater is the recipient of numerous fellowships and awards, including the Ordem de Rio Branco, the highest honor Brazil can bestow a foreigner (1996) and the Ordem de Merito from the Brazilian Ministry of Culture, an award generally reserved for Brazilians (2002). In 2000, she was selected as United States Representative on the Humboldt Commemorative Expedition to the Orinoco and Amazon. Recent books include Entangled Edens: Visions of the Amazon (University of California Press 2001) and Dance of the Dolphin, Transformation and Disenchantment in the Amazonian Imagination (University of Chicago Press 1994), as well as articles on topics ranging from folklore to landscape interaction. She is also the editor of In Search of the Rainforest (Duke University Press, 2004).

Fonte: http://ies.berkeley.edu/psp/people.html

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Entangles Edens


Resenha:
Candace Slater takes us on a journey into the Amazon that will forever change our ideas about one of the most written-about, filmed, and fought-over areas in the world. In this book she deftly traces a rich and marvelous legacy of stories and images of the Amazon that reflects the influence of widely different groups of people--conquistadors, corporate executives, subsistence farmers --over the centuries. A careful, passionate consideration of one of the most powerful environmental icons of our time, Entangled Edens makes clear that we cannot defend the Amazon's dazzling array of plants and animals without comprehending its equally astonishing human and cultural diversity.

Early explorers describe encounters with fearsome warrior women and tell of golden cities complete with twenty-four-carat kings. Contemporary miners talk about a living, breathing gold. TV documentaries decry deforestation and mercury poisoning. How do these disparate visions of the Amazon relate to one another? As she fits the pieces of the puzzle together, Slater shows how today's widespread portrayal of the region as a fragile rain forest on the brink of annihilation is every bit as likely as earlier depictions to obscure important aspects of this immense and complicated region.

In this book, Slater draws on her fifteen years of experience collecting stories and oral histories among many different groups of people in the Amazon. Throughout Entangled Edens, the voices of contemporary Amazonians mingle with the analyses of such writers as Claude Lévi-Strauss, Theodore Roosevelt, and nineteenth-century naturalist Henry Walter Bates. Slater convinces us that these stories and ideas, together with an understanding of their origins and ongoing impact, are as critical as scientific analyses in the fight to preserve the rain forest.

Fonte: UCPRESS
http://www.ucpress.edu/book.php?isbn=9780520226425
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  In Candace Slater’s book Entangled Edens: Visions of the Amazon; she starts off the first chapter, titling it “The Meeting of the Waters”. She starts this section off with describing a personal experience in which she saw an IMAX movie in the National History Museum in Seattle. The author gives the reader a descriptive picture on what the short documentary displayed to the audience, in including basic and interesting facts about the Amazon, “Here, in what has become a threatened natural paradise, a typical four-square mile patch of forest contains up to 1,500 species of flowering plants, as many as 750 species of trees, 125 species of mammals, 400 species of birds, 100 different reptiles, 60 amphibians, and 150 butterflies”(2).  Slater continues to share her thoughts on the video, saying the video struck her as very similar to every other Amazonian documentary she has seen, making the Amazon appear “as an exotic realm of nature”(3). Slater also described the movie as “simplistic” and not what she had in mind, “But where were the less-glamorous swamps, and brush lands, the big and little cities that account for more than half the population of 23 million people for whom the Amazon is home?” (3)
Slater proved to have very high expectations of the video she was watching, expecting it to have a much more in depth look and accurate historical information,“But where were the descendants of black slaves, the Sephardic Jews, the Japanese agricultural workers, the Arab merchants, and the mixed-blood rubber tappers who have helped create the rich, distinctive cultures of an immense and varied region?” (3). Slater then continues to explain to the reader that this concept is the main idea behind her book. She claims that “Entangled Edens” refers to the various images of this terrestrial paradise (The Amazon) (8). Slater’s main argument revolves around the idea that the Amazon, or Amazonia, culturally, physically, and geographically vary tremendously because of the variety and area of land, and the amount of people within this area. Slater also argues in order for us to preserve the rain forest, we must understand it better, “if we truly want to save the rain forest, then we have to learn to see and hear them too” (22), very similar to Sarkar and Montoya.  This section of the article related well to the class discussion in relation to our views and perceptions of society, and especially of indigenous people similar to Castro’s Amazonian ethnography article. Slater then continues to somewhat outline the structure of her book, she discusses how perception strongly influence and shape one’s ideas and thoughts about nature, touching on the idea of subjectivity, “The stories themselves make clear ways in which different groups and individuals use particular images to further their own interest.” (7) She also discusses how aspects of “outside” societies and cultures are hard for American culture to grasp, for instance, the idea of “Shape-Shifters” “Encantados” or “Enchanted Beings” having cursed or bewitched beings raising havoc for the tribe and how the indigenous people recognize this cross-cultural misunderstanding by telling Slater “These stories talk about a world you cannot know” (5).

Fonte: http://peopleandtheenvironment.wordpress.com/2011/10/01/entangled-edens-visions-of-the-amazon-by-candace-slater/

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Série livros sobre a Amazônia - Alfred Russel Wallace - Viagem pelo Rio Amazonas e Negro

Alfred Russel Wallace, nasceu no  País de Gales, 8 de janeiro de 1823  e faleceu em Dorset, Inglaterra, 7 de novembro de 1913. Foi  um naturalista  e um dos criadores da teoria evolucionista em parceria com Darwin.  Em 1848 Wallace e Henry Bates partiram para o Brasil à bordo do Mischief. Sua intenção era coletar insetos e outros espécimes animais na  e vendê-los a colecionadores na Inglaterra, a venda de coleções era uma fonte de renda para custear as expedições. Também esperavam juntar evidências da transmutação das espécies. Wallace e Bates passaram a maior parte de seu primeiro ano coletando espécimes próximo a Belém, quando exploraram o interior separadamente, encontrando-se por ocasião para discutir seus achados. Em 1849, tiveram a breve companhia de um outro jovem explorador, o botânico Richard Spruce, junto com o irmão mais novo de Wallace, Herbert.  Wallace continuou cartografando o Rio Negro por quatro anos, coletando espécimes e tomando notas acerca dos povos e línguas que encontrou bem como a geografia, flora e fauna. Em 12 de julho de 1852, Wallace embarcou rumo ao Reino Unido no navio  Helen. Após vinte e oito dias ao mar, o bálsamo na carga do navio pegou fogo e a tripulação foi forçada a abandona-lo. A coleção inteira que Wallace levava foi perdida. Pode apenas salvar parte de seu diário e uns poucos esboços. Porém uma pequena parte de seu material ficou retida no porto de Manaus, esta se salvou. Wallace e sua tripulação passaram dez dias num barco aberto antes de serem resgatados. Durante esse período, apesar de ter perdido quase todas as suas anotações de sua expedição à América do Sul, ele escreveu seis ensaios (os quais incluíram On the Monkeys of the Amazon) e dois livros: Palm Trees of the Amazon and Their Uses e Travels on the Amazon..
Fonte: Wikipedia



Livros de Wallace sobre o Amazonas

Travels on the Amazon




A Narrative of Travels on the Amazon and Rio Negro. Alfred Russel Wallace.   Editora: Ward, Lock, Bowden and Co., 1892.  364 p.


 

A Narrative of Travels on the Amazon and Rio Negro. Alfred Russel Wallace.  1 ed. Editora: Ward, Lock, Bowden and Co., 1892.  364 p.








EDIÇÕES NO BRASIL DO LIVRO DE ALFRED RUSSEL WALLACE
  



Alfred Russel Wallace. Viagens pelos rios Amazonas e Negro. 1 ed. Ed. Itatiaia - Edusp. Belo Horizonte. 317 p. 1979.

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Peixes do Rio Negro - Fishes of the Rio Negro

Alfred Russel Wallace. Peixes do Rio Negro - Fishes of the Rio Negro. Edusp. 2002. 517 p




Organização: Mônica de Toledo - Piza Ragazzo. Nos últimos anos tem havido um interesse cada vez maior na contribuição do naturalista inglês Alfred Russel Wallace para a formulação da teoria da evolução das espécies de Charles Darwin. Esta publicação bilíngue (português-inglês) apresenta pela primeira vez a reprodução completa das 212 ilustrações de peixes feitas por Wallace durante sua expedição ao Rio Negro, na Amazônia, entre 1850 e 1852, e doados por ele ao Museu Britânico. O livro traz dados diversos referentes a cada um dos peixes, acompanhados de seus nomes populares e de sua classificação, além das descrições realizadas pelo próprio Wallace.

sexta-feira, 15 de março de 2013

NAS SELVAS DO BRASIL - THEODORE ROOSEVELT - SERIE DE LIVROS SOBRE A AMAZÔNIA

O livro como o relato da expedição que o ex-presidente Americano Theodore Roosevelt fez ao Brasil conhecido como a expedição Roosevel-Rondon, foi publicado originalmente como titulo - Through the Brazilian Wilderness em 1913.


http://ia700804.us.archive.org/zipview.php?zip=/17/items/olcovers583/olcovers583-L.zip&file=5830514-L.jpg
Through the brazilian wildness. Theodore Roosevelt. 1913. 1 ed. Charles Scribners Sons. New York.


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Este livro teve 4 edições no Brasil. É  um relato sobre o reconhecimento zoogeográfico do sertão brasileiro, feito pela expedição Rooselvet-Rondon, em 1913 pela Charles Schribner´s Sons Roosevelt parte com um pequeno grupo com a finalidade de explorar ampla região da selva amazônica e de coletar exemplares de mamíferos e aves para enriquecer o acervo do Museu Americano de História Natural. Subiram o Paraguai, cujas cabeceiras visitaram; subiram o rio das Antas; atravessaram o planalto selvagem do Oeste brasileiro; estiveram na terra dos nhambiquaras; dirigiram-se ao Amazonas, para o regresso à pátria. A primeira e segunda edições tem fotografias tiradas pelo filho do ex presidente americano - Kermit Roosevelt.





Edições Brasileiras - Nas Selvas do Brasil






http://imagens2.estantevirtual.com.br/imagens/capas/52712115.jpg
Nas Selvas do Brasil. Theodore Roosevelt. 1943. 326 p. 1 ed. Imprensa Nacional. Rio de Janeiro.  Trad. Luiz Guimarães Júnior






Nas Selvas do Brasil. Theodore Roosevelt. 1948. 326 p. 2 ed. Ministério da Agricultura . Rio de Janeiro.  Trad. Luiz Guimarães Júnior






http://imagens2.estantevirtual.com.br/imagens/capas/79392670.jpg
Nas Selvas do Brasil. Theodore Roosevelt. 1977. 326 p. 3 ed. Itatiaia - Edusp. Trad. Luiz Guimarães Junior







sábado, 16 de fevereiro de 2013

AMAZÔNIA: A ILUSÃO DE UM PARAISO - Betty J. Meggers - [Serie Livros sobre a Amazônia]


Betty Jane Meggers (Washington, DC, 5 de dezembro de 1921 - 2012) foi uma arqueóloga dos Estados Unidos da América, especializada em cultura pré-colombiana.

Amazonia: Man and Culture in a Counterfeit Paradis

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Pesquisou nas áreas de arqueologia pré-histórica no Equador e no Brasil, principalmente nas áreas da Bacia Amazônica e do estuário, em especial na Ilha de Marajó, no Pará. As idéias propostas por Betty Meggers, continuam vigentes até os dias de hoje. Grande parte dos arqueólogos que trabalham nas regiões da Amazônia, se baseiam em suas teorias de adaptação humana na floresta tropical e expansão dos povos. Betty Meggers acreditava que nenhuma população pré-histórica conseguiria manter grandes sociedades na floresta amazônica, devido a pobreza dos solos e a escassa quantidade de recursos. Sociedades como as encontradas na Ilha de Marajó seriam uma consequência de migrações andinas ou circum-caribenhas e, ao chegar em áreas de floresta amazônica, teriam "involuído" e entrado em decadência. Uma outra grande contribuição é sobre as migrações dos povos falantes do tronco linguístico Tupi. Ela associa que os grupos ceramistas pré-históricos fabricantes de uma cerâmica da Tradição Polícroma da Amazônia estariam relacionados aos povos falantes do tronco Tupi, mais especificamente da região de Rondônia entre o rio Madeira e o rio Guaporé .

Fonte: Wikipedia 
 
Betty Meggers


procura recriar o ambiente amazônico, no livro Amazônia a ilusão do Paraiso, levando o leitor a perceber os conteúdos edênicos e deletérios que lhe vêm sendo atribuídos há séculos. Analisa então a exploração predatória de recursos naturais por parte do civilizado, que vem exaurindo o grande rio e seus afluentes. Na profusão de dados coligidos por Meggers, permite-se a visualização dos danos irreparáveis que o modo de exploração vigente na Amazônia está causando ao País.  Betty Meggers procura recriar o ambiente amazônico, levando o leitor a perceber os conteúdos edênicos e deletérios que lhe vêm sendo atribuídos há séculos. Analisa então a exploração predatória de recursos naturais por parte do civilizado, que vem exaurindo o grande rio e seus afluentes. Na profusão de dados coligidos por Meggers, permite-se a visualização dos danos irreparáveis que o modo de exploração vigente na Amazônia está causando ao País



Amazonia: Man and Culture in a Counterfeit Paradise. Smithsonian Institution Scholarly Press. 1971. 214 p.

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 When first published in 1971, Amazonia was a pioneering contribution to the emerging field of cultural ecology. Betty Meggers argued that the Amazon's luxurious vegetation concealed significant limitations for human exploitation, placing a ceiling on pre-Columbian population density and social complexity. This controversial view has implications for academic anthropology and also relates to the modern development of Amazonia, including attempts to introduce sustainable methods of intensive exploitation.

Amazonia in this revised new edition includes recent biological and climatic data. Ethnographic and archaeological evidence reemphasize the complexity of the ecosystem and broaden our understanding of past and present sophisticated adaptations among indigenous groups.


Review

Amazonia provides the most comprehensive anthropological discussion so far of the Amazon basin as a human habitat. . . . This book specifies variables influencing cultural adaptation in the Amazon basin and presents a set of general principles constituting a theory of cultural evolution. In two descriptive sections of the book, Meggers analyzes the selective pressures in two distinct geographical zones: the terra firme or unflooded land, and the várzea or periodic floodplain. (Ellen B. Bass Science )

Meggers has marshalled an impressive argument on the ecological imperatives of a truly unique Amazonia. . . . We are given a well-written and quite thorough description of the physical features of the two zones and a series of ethnographic vignettes to illustrate the action of cultural adaptation. (Man )

An excellent, concise statement of the facts of the ecology of humid tropical lowlands, systematic descriptions of a number of widely spread Amazonian cultures, and a skillful integration of these two bodies of knowledge. The result is a demonstration that cultures are as surely subject to and molded by natural selection and environmental characteristics as are species of plants and animals. . . . Amazonia will inevitably be a basic text for the field of tropical ecology. (F. R. Fosberg Ecology )


Amazônia, a Ilusão de um Paraíso, Ed. Civilização Brasileira. 1977. p. 207. ISBN 8531906059







http://img.submarino.com.br/produtos/01/00/item/5804/6/5804637g1.jpg
Amazônia, a Ilusão de um Paraíso, Ed. Itatiaia. 1987. p. 246. ISBN



EDIÇÃO EM ESPANHOL

Amazonia. Hombre y cultura en un paraiso ilusorio.
Siglo XXI Editores Mexico. 1976. 264 p.

 

Todos hablamos de la Amazonia, pero muy poco es lo que sabemos de ella. La antropologa estadunidense Betty J. Meggers nos brinda ese conocimiento a traves de este libro sabio, bello, sentido y solidario, como dice Darcy Ribeiro en su presentacion. No solo es una descripcion de los dos grandes ecosistemas que la constituyen y de los pueblos que la habitan, sino tambien un balance pavoroso de su paulatina destruccion a manos de las empresas supuestamente civilizatorias. Numerosas fotografias y mapas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

VIAGEM NA AMÉRICA MERIDIONAL: DESCENDO O RIO AMAZONAS - Charles-Marie de La Condaime - Serie Livros sobre a Amazônia






Charles-Marie de La Condamine (Paris, 27 de Janeiro de 1701 — Paris, 4 de Fevereiro de 1774) foi um cientista e explorador francês que realizou diversas viagens de exploração no Norte de África, no Médio Oriente e na América do Sul. Foi o primeiro cientista a descer o curso do rio Amazonas, publicando na Europa um conjunto de descrições da geografia, fauna e flora da bacia amazónica que em muito contribuíram para despertar o interesse da comunidade científica pelo seu estudo. Também se lhe deve a primeira comunicação científica sobre a interligação entre os rios Orinoco e Amazonas através do canal do Cassiquiare. Poliglota fluente em várias línguas europeias, dedicou-se também à matemática, à astronomia, à geodesia e à física.

Fonte: Wikipedia


CONDAMINE, Ch .M. de.La Viagem na América Meridional: descendo o rio Amazonas. Rio de Janeiro, Editora Pan-Americana, 1944. 265p. Biblioteca Brasileira de Cultura v.1.Trad. Basílio de Magalhães e Cândido Jucá Filho




CONDAMINE, Ch .M. de.La Viagem na América Meridional: descendo o rio Amazonas. Rio de Janeiro, Editora Pan-Americana, 1944. 265p. Biblioteca Brasileira de Cultura v.1.Trad. Basílio de Magalhães e Cândido Jucá Filho























capa do livro
COMDAMINE, C.M.D.L. Viagem na América Meridional: descendo o rio Amazonas. Rio de Janeiro, Edições Cultura, 1944. 211p. Trad. Aristides Ávila





Edições da Viagem na América Meridional








http://imagens2.estantevirtual.com.br/imagens/capas/56469141.jpg
CONDAMINE, C.M.D.L. Viagem pelo Amazonas. Rio de Janeiro, Nova Fronteira - EDUSP, 1992. 156p. Trad. ?