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domingo, 24 de agosto de 2014

Sériel Livros sobre a Amazônia - A AMAZÔNIA QUE EU VI - Gastão Cruls

Gastão Cruls (Rio de Janeiro, 4 de maio de 1888ibid., 7 de junho de 1959) foi médico e escritor

Foi um dos fundadores da Editora Ariel. Gastão que tinha escrito um livro anterior sobre a Amazônia (A Amazônia Misteriosa) sem conhecer a Amazônia, com base apenas em literatura. Depois veio a escrever este livro (A Amazônia que eu vi) após fazer uma excursão a Amazônia, acompanhando uma excursão militar de Óbidos na região do atual Parque Nacional do Tumucumaque.


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Edições

 

Gastão Crulz. A Amazônia que eu vi - Óbidos - Tumucumaque. 1 Edição. Editora Anuário do Brasil. São Paulo. 1930. 362 p

 

 

Gastão Crulz. A Amazônia que eu vi - Óbidos - Tumucumaque. 1 Edição. Editora Anuário do Brasil. São Paulo. 1930. 362 p

 

 

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 Gastão Crulz. A Amazônia que eu vi - Óbidos - Tumucumaque. 2 ed. Companhia Editora Nacional.  Serie 5ª Brasiliana, v. 113. São Paulo. 1938. 337 p.

 

 

Gastão Crulz. A Amazônia que eu vi - Óbidos - Tumucumaque. Companhia Editora Nacional. São Paulo. 1938. x p.

 

 

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Gastão Crulz. A Amazônia Que Eu vi Óbidos-tumucumaque Coleção Brasiliana Série 5 Volume 113 - 3ª Edição Ilustrada Revista pelo autor e acrescida de uma carta do General Rondon e de um índice remissivo. Acompanha pequeno Mapa da Planta do Rio Cuminá.  1945. 335p.

 

 

 

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Gastão Crulz. A Amazônia Que Eu vi Óbidos-tumucumaque.  Companhia Editora Nacional. São Paulo. Coleção Brasiliana Série 5 Volume 113 - 4ª Edição.  1945. 331p.

 

 

Gastão Crulz. A Amazônia Que Eu vi Óbidos-Tumucumaque.  Companhia Editora Nacional. São Paulo. Coleção Brasiliana Série 5 Volume 113 - 4ª Edição.  1945. 331p.

 


 

 

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Gastão Crulz. A Amazônia Que Eu vi Óbidos-tumucumaque.  Livraria José Olympio. Rio de Janeiro.  5ª Edição.  1973. 188 p.

 


 

Gastão Crulz. A Amazônia Que Eu vi Óbidos-tumucumaque.  Livraria José Olympio. Rio de Janeiro.  5ª Edição.  1973. 188 p

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 Link para a Edição da Coleção Brasiliana: A Amazonia que eu vi Obídos - Tumucumaque

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Agosto de 2014

domingo, 17 de agosto de 2014

Hans Staden - Viagem ao Brasil - Duas viagens ao Brasil


Hans Staden (Homberg (Efze), c. 1525Wolfhagen, c. 1579) foi um aventureiro mercenário alemão do século XVI

 

Por duas vezes, Staden esteve no Brasil, onde participou de combates nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente contra navegadores franceses e seus aliados indígenas e onde passou nove meses refém dos índios tupinambás. De volta à Alemanha, Staden escreveu "

História Verdadeira e Descrição de uma Terra de Selvagens, Nus e Cruéis Comedores de Seres Humanos, Situada no Novo Mundo da América, Desconhecida antes e depois de Jesus Cristo nas Terras de Hessen até os Dois Últimos Anos, Visto que Hans Staden, de Homberg, em Hessen, a Conheceu por Experiência Própria e agora a Traz a Público com essa Impressão

 ": um relato de suas viagens ao Brasil que se tornou um grande sucesso editorial da época. 

Fonte: wikipedia



















EDIÇÕES BRASILEIRAS






1930 - Viagem ao Brasil  - 1ª Ed. - Officna Industrial Graphica- Rio de Janeiro - Brasil - x p.

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1955 - Viagem ao Brasil  - 2ª Ed. - Coleção Estudos Brasileiros - Série Cruzeiro, vol. 10. Livraria Progresso Editora. - Salvador - 273 p.

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STADEN, Hans: Duas Viagens ao Brasil
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1974 - Duas Viagens ao Brasil - ª Ed. - Ed. Itatiaia - Belo Horizonte - Brasil - 216 p.  Tradução de Guiomar de Carvalho Franco / transcrito em alemão moderno por Carlos Fouquet. Introdução e notas de Francisco de Assis Carvalho Franco. Trata-se de "reprodução fac-similar da excelente tradução de Guiomar de Carvalho Franco.


Esta obra está dividida em duas partes. A primeira narra a chegada do viajante ao país e sua captura pelos índios. Organizada com muita objetividade, a narrativa envolve o leitor com a sucessão de peripécias que compõem o relacionamento entre Staden e os tupinambás. A segunda descreve, com precisão etnográfica, os nativos e seu modo de vida, tornando o autor, juntamente com seu contemporâneo, o francês Jean de Léry, uma das principais fontes históricas e antropológicas acerca dos indígenas.


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STADEN, Hans: Duas Viagens ao Brasil
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2000 - Duas Viagens ao Brasil (Warhafrig Historia and Bescbreibung enner Landt) - 1ª Ed. - Ed. Beca - São Paulo - Brasil - 196 p. - 400 g.

 

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STADEN, Hans: Hans Staden
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 2005 - Hans Staden - Um Aventureiro no Novo Mundo - 1ª Ed. - Ed. Conrad - São Paulo - Brasil - 80 p. - 150 g. 

 Esta edição do texto clássico de Hans Staden é composta de um livro e de um CD-ROM. Optamos pela tradução de Alberto Löfgren, feita em 1900 a partir do original de Marburg de 1557. 'Tendo o ilustrado Dr. Eduardo Prado adquirido em Paris um exemplar, original da primeira edição de Marburg, de 1557, começamos a comparar este original com a tradução portuguesa e chegamos à conclusão de que talvez houvesse vantagem em dar uma nova edição deste livro tão interessante para a nossa história.' Alberto Löfgren

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2007 - Hans Staden - História de Duas Viagens ao Brasil - Warhaftige Historia Zwei Reisen Nach Brasilen (1548-1555 - Instituto Martius Staden -  São Paulo - Brasil - Edição Bilingue. 409 p.

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1999. VERDADEIRA HISTÓRIA DOS SELVAGENS, NUS E FEROZES DEVORADORES DE HOMENS (1548-1555). DANTES EDITORA.  300 p. ISBN-13: 9788586488033. Tradutor. Pedro Süssekind. 


 
Resenha:
"A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS SELVAGENS, NUS E FEROZES DEVORADORES DE HOMENS, ENCONTRADOS NO NOVO MUNDO, A AMÉRICA, E DESCONHECIDOS ANTES E DEPOIS DO NASCIMENTO DE CRISTO NA TERRA DE HESSEN, ATÉ OS ÚLTIMOS DOIS ANOS PASSADOS, QUANDO O PRÓPRIO HANS STADEN DE HOMBERG, EM HESSEN, OS CONHECEU, E AGORA OS TRAZ AO CONHECIMENTO DO PÚBLICO POR MEIO DA IMPRESSÃO DESTE LIVRO "
Viagens ultramarinas, naufrágios, selvagens, lutas e canibalismo. Hans Staden narra os acontecimentos com simplicidade e nos faz imaginar o Brasil do séc.XVI, através do olhar dos primeiros que aqui estiveram. É um relato cheio de peripécias nessa terra ainda desconhecida, cenário de aventuras verídicas e extraordinárias.
Hans Staden foi um arcabuzeiro alemão que fez duas viagens ao Brasil entre 1547 e 1555. A primeira foi num navio português que comercializava o pau-brasil. Na segunda viagem o destino era o Rio da Prata. Essa expedição foi interrompida pelo naufrágio do navio e de sua tripulação em Santa Catarina. Hans Staden se salvou. Depois de longa jornada, chegou em Bertioga e ficou encarregado de proteger o Forte Santo Amaro das ofensivas dos inimigos. Mas um dia foi surpreendido pelos tupinambá. Aliado dos franceses, esses índios eram canibais prontos para devorar os portugueses que tentavam escravizá-los. Hans Staden foi confundido com um português e passou nove meses em cativeiro entre os selvagens. Durante todo esse tempo, ele viveu na tribo, observou os costumes indígenas e usou de artimanhas para driblar aqueles que queriam devorá-lo. Em 1555 voltou para a Europa num navio francês e escreveu o livro.




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 2013 - Duas Viagens ao Brasil -  L & PM - Porto Alegre - Brasil.  Coleção L & PM Pocket. 192 p. Tradução de Angel Bojadsen. ISBN 978.85.254.1733-6



Resenha: Duas vezes em meados do século XVI, o mercenário e arcabuzeiro alemão Hans Staden (c. 1524-c. 1576) aportou nas costas do recém-descoberto Brasil. A primeira, em 1549, passando por Pernambuco e pela Paraíba, e a segunda, em 1550, quando chegou na ilha de Santa Catarina, dirigindo-se posteriormente à capitania de São Vicente, no litoral sul do atual estado de São Paulo. Na segunda viagem, como viera a bordo de um navio espanhol, foi preso pelo governador-geral, o português Tomé de Sousa, e em seguida capturado pelos índios tamoios, inimigos dos tupiniquins e dos portugueses e aliados dos franceses. O jovem Staden viveu para contar o que viu: paisagens virgens, riquezas inexploradas e a prática ritual do canibalismo, do qual por muito pouco não foi vítima. O livro com o seu relato foi publicado em 1557, em Marburgo, Alemanha, ilustrado por xilogravuras anônimas (reproduzidas nesta edição) baseadas nas suas descrições, e imediatamente tornou-se um best-seller em toda Europa. Trata-se da mais acurada e impressionante descrição do banquete antropofágico – o festim canibal praticado pelos povos Tupi. É, também (junto à Carta de Pero Vaz de Caminha) umas das primeiríssimas reportagens realizadas sobre os povos que viviam no que viria a ser o Brasil, um eletrizante relato feito por, como diz Eduardo Bueno no prefácio, "um estrangeiro em um mundo estranho". 

Fonte: L & PM

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Hans Staden - Viagens e Aventuras no Brasil -
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 2005 - Viagens e aventuras no Brasil -  Melhoramentos. 96 p. Tradução de Luis Antônio Aguiar. ISBN 8506011744



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Aventuras de Hans Staden" é um livro infantil de autoria de Monteiro Lobato, publicado em 1927.

Monteiro Lobato havia publicado em 1925 o livro "Meu cativeiro entre os selvagens do Brasil", escrito pelo europeu Hans Staden, relatando o período em que havia sido prisioneiro dos índios tupinambás, no início do século XVI. Monteiro Lobato então lançou, em 1927, uma versão do mesmo livro, só que as aventuras são narradas por Dona Benta para os seus netos.
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Aventuras de Hans Staden
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As aventuras de Hans Staden
Hans Staden, um alemão que fora aprisionado pelos tupinambás no litoral fluminense, em 1554, depois de ter voltado para casa, escreveu, provavelmente, um dos primeiros best-seller sobre o Novo Mundo. Sua narrativa, tantas vezes editada entre nós, não só teve agora uma bem ilustrada nova impressão, como serviu de roteiro para um filme que ora ganha cartaz no Brasil inteiro.

Staden cai prisioneiro dos tupinambás
A captura: imaginem ser capturado no Brasil do século 16 por um aborígine chamado Nhaepepô-açu ,"Panela Grande", e, pior ainda, ser dado em seguida de presente a um outro, de nome Ipirú-guaçu, o "Tubarão grande"! Nada de esperançoso, pois, aguardava o pobre Hanz Staden, um alemão do Hesse que, embarcado para cá, caíra aprisionado pelos tupinambás, no ano de 1554.

Não satisfeitos em ameaçar devorá-lo a qualquer instante, os seus captores, depois de terem-no levado para a aldeia deles em Ubatuba, arrastavam-no para que presenciasse as cerimônias antropofágicas que realizavam. Certa vez, carregaram-no até a aldeia de Tiquaripe, perto de Angra dos Reis, para ver um dos seus inimigos ter a cabeça esmagada pelo ibirapema, o tacape de execuções. Logo em seguida, assistiu os restos do bravo serem rapidamente deglutidos pela tribo inteira, embriagada previamente com licor de raízes de abatí.

Um livro incrível

Staden, que miraculosamente retornou ao Hesse, registrou seus tormentos de prisioneiro dos nativos num livro maravilhoso para ler: Viagens e aventuras no Brasil(Wahrhaftige Historia, editado em Marburg em 1557). Porém, ele não foi o primeiro alemão a pôr os pés no Brasil. Houve ainda um outro, um tal de Ulrich Schmidel, um lansquenete que, em 1540, com um grupo de aventureiros a serviço dos espanhóis, embrenhou-se inutilmente na Amazônia, atrás da lendária tribo de mulheres guerreiras (façanha contada na História verdadeira de uma viagem curiosa feita por Ulrico Shmidel, editada em Frankfurt, em 1567).

Interessa, porém, observar, no que toca ao livro de Staden, as precauções que ele tomou na Alemanha para que acreditassem nele. A Europa do século 16, o grande século das navegações, estava cansada de ler ou ouvir relatos eivados em mentiras e absurdos diversos.

O descrédito das narrativas de viagem. A tal ponto tinha chegado a coisa, que Rabelais, o grande satírico francês, fazendo mofa do livro do padre cosmógrafo André Thévet (Singularitez de la France Antarctique, 1558), decidiu-se inserir na sua obra-prima, dois capítulos denunciando, pelo riso, o disparate das visões mentirosas que alguns viajantes tiveram no inexistente País de Cetim. Criou, também, como símbolo desses mitômanos, um personagem-caricatura, o "Ouvi-dizer", que, apesar de ser um velho, corcunda e paralítico, tendo a língua esfacelada em sete pedaços, narrava, com um mapa-múndi aberto à sua frente, as suas impossíveis aventuras para uma multidão de crédulos. Eram histórias de unicórnios, de mantichoros com corpo de leão e cara humana, de cabeçudíssimos catoblepos de olhos venenosos, de hidras com sete cabeças, de onocrotalos que imitavam gritos de asno, de pégasos, e de tribos de seres com cabeças de pássaros, ou até mesmo com duas cabeças, de povos fabulosos que andavam apoiados nas mãos, com as pernas balançando no ar! (ver o livro V de Gargantua e Pantagruel, de 1564)

Rabelais denunciou os exageros dos viajantes
Querendo, pois, evitar ser chamado de embusteiro, Staden, além de banir do seu relato qualquer menção à zoologia fantástica, pediu a um conhecido seu do Hesse, um tal de Dryander, que assegurasse a veracidade do conteúdo do livro. O alemão, "ébrio de um sonho heróico e brutal", viera a dar com os costados no Brasil para satisfazer seu gosto pela aventura, para ver de perto as maravilhas que escutara na Europa sobre o Novo Mundo descoberto. Foi na sua segunda viagem ao Brasil (na primeira ele conheceu Pernambuco) que Staden naufragou nas costas do litoral fluminense. Por saber lidar com canhões, os portugueses, que o acolheram muito bem, promoveram-no a artilheiro do Forte de Bertioga.

Entre os tupinambás

Certo dia, num descuido seu, os tupinambás, inimigos dos lusos, o maniataram, dando início então ao seu calvário. Amarrado e transportado por mar na piroga indígena, Staden fez de tudo para convencer seus captores de que ele não era um peros, um português, mas sim um mair, um francês, portanto um aliado deles. Conseguiu pelo menos deixa-los na dúvida. Afinal, os índios podiam matar alguém amigo. A alvura do alemão e sua barba loira devem tê-lo ajudado, pois os tupinambás, provavelmente, nunca tinham visto um português brancarrão como ele. Staden atribuiu a sua sobrevivência às rezas, o tempo inteiro, feitas com redobrado fervor.

Cena antropofágica: mulheres da tribo retalham o morto
Os antropólogos, porém, conhecendo hoje melhor os rituais de antropofagia, lendo Staden, chegaram a outra conclusão. Não o abateram e o moquearam por que Staden pareceu-lhes um covarde, cuja carne era indigna de ser ingerida por um valente tupinambá. Não foi pois, o olhar de Deus que o salvou, mas o tremor que abalou o seu corpo e a sua voz.

O que impressiona o leitor, é como Staden conseguiu manter um excelente poder de observação em meio aos perigos em que se encontrava. Deve-se a ele termos um relato em primeira mão da vida dos indígenas, com quem partilhou hábitos e costumes, privando com os seus cheiros, humores, e impudores. Não se trata das observações, quase que de rigor científico, como as do genebrino Jean Lery em sua passagem pelo Brasil, quando por aqui esteve na França Antártica de Villegagnon, em 1557. Oportunidade em que, visitando algumas tabas e conversando com os nativos, ao redor da baia da Guanabara, coletou material e assunto. De volta ao Velho Mundo, Lery publicou um ensaio que é considerado como um dos mais soberbos levantamentos etnográficos do Brasil: o Viagem a terra do Brasil, La Rochelle, 1578. Staden, ao contrário, viveu oito meses em meio aos seus captores. Afinal, os tupinambás tinham-no transformado num Ché remimbaba indé, num animal doméstico, que seu dono, o já referido Tubarão Grande, conduzia amarrado como um cão para todos os lados.



Staden apela inutilmente por asilo
Angustia-se o leitor com a falta de solidariedade de alguns marinheiros franceses para com o pobre homem. Certa vez, o alemão chegou a abordar um barco ancorado bem próximo à praia para pedir asilo. O comandante, para desespero do fugitivo, mandou que se afastasse, porque não queria a inimizade dos índios. Se o acolhessem, disse, os tupinambás, magoados, não fariam mais escambo com ele. Mas, por fim, Staden conseguiu, numa outra oportunidade, um convés amigo que o levou de volta à Europa. O livro de Staden foi um sucesso, tendo conhecido várias tiragens. Talvez tenha sido o primeiro best-seller relatando uma aventura no Novo Mundo.
O primeiro best-seller do Novo Mundo

Zinca Wendt (Relatos quinhentistas sobre o Brasil, Berlim, 1993), demonstrou que o êxito da vendagem do livro de Staden , além das suas óbvias qualidades, e de transmitir ao leitor a permanente sensação de horror em vir-se a ser vítima do canibalismo, deveu-se largamente à mensagem religiosa que continha. O crente náufrago apareceu aos seus conterrâneos da Igreja Reformada, como alguém que escapara miraculosamente das garras do demônio, graças a sua fé protestante. Aliás, ao longo do livro, Staden reproduziu as orações e preces que fez aos céus para poder escapar aquele pesadelo. Portanto, a narrativa, também, serviu como uma poderosa arma na guerra travada ao longo do século 16, entre protestantes e católicos. A Nova Fé, derivada da rebeldia de Lutero, igualmente, era capaz de provocar milagres!

Fonte: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/index_hans.htm

sábado, 16 de agosto de 2014

Série livros sobrea a Amazônia - O vale do Amazonas - A.C. Tavares Bastos




O Valle do Amazonas, foi publicado originalmente em 1866, a obra é um estudo pioneiro sobre a livre navegação no Amazonas, estendendo-se por diferentes aspectos econômicos da região, como revela o subtítulo: “estatística, produções, comércio, questões fiscais”. Capítulos são dedicados aos países limítrofes Peru, Bolívia e Venezuela. O prefácio contém o decreto de abertura dos rios Amazonas, Tocantins e São Francisco à navegação internacional. Tavares Bastos é autor de outras três obras na coleção Brasiliana.

Tavares Bastos. O Valle do Amazonas. Garnier. Rio de Janeiro. 1ª Ed. 1866. 441 p










Tavares Bastos. O Valle do Amazonas. Coleção Brasiliana, v. 106. Editora Nacional. São Paulo. 2ª Ed. 1937. 441 p



Tavares Bastos. O Valle do Amazonas. Coleção Brasiliana, v. 106. Editora Nacional. Brasília. 3ª Ed. 1975. 441 p







Tavares Bastos. O Vale do Amazonas. Coleção Rconquista do Brasil. Itatiaia. Belo Horizonte  xª Ed. 2000. 203 p








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BIOGRAFIA






Aureliano Cândido Tavares Bastos foi o João Batista do liberalismo no Brasil. Rui Barbosa, que o citou abundantemente, dizia que ele havia compassado todos os problemas políticos do país. No Vale do Amazonas defende a tese liberal, e no tempo temerária, da abertura do grande rio ao comércio internacional. Viu vitorioso o seu ponto de vista, embora os resultados não tenham correspondido à expectativa de progresso da região. Mas a argumentação que desenvolveu e os estudos profundos a que procedeu permanecem entre os grandes feitos da inteligência de seu tempo. Revelou a existência de uma geração capaz de equacionar os problemas nacionais dentro dos pensamentos dos grandes doutrinadores liberais contemporâneos. Na elaboração dos atos constitutivos da federação republicana seu nome é invocado constantemente como o doutor do liberalismo e do federalismo. Dele diz Raul Lima que conseguiu tratar os temas que versou com rigorismo de apreciação, "sem cair na chateza e aridez". Expondo, dissecando as questões, "não se afundou na frieza e na vulgaridade da palavra, que é sempre cálida e vigorosa". Por isso Fernando de Azevedo refere-se à sua "literatura substanciosa e enxuta". Observação importante de Raul Lima na introdução aos trechos escolhidos para a coleção Nossos clássicos é que os problemas que ele estuda são sempre encarados do ponto de vista universal, ou ao menos nacional. Ele não é um regionalista. Mesmo o caso da abertura do Amazonas é tratado menos como um caso local do que como um assunto que interessa à nação e à humanidade. O que o empolga é o homem em geral. Está empolgado pelos grandes pensadores de seu tempo: Montalembert, Guizot e, principalmente, Tocqueville, que recentemente voltou às estantes dos sociólogos e políticos, e é considerado um dos mais lúcidos observadores do fenômeno dos Estados Unidos. Atribui-se à influência deste autor o entusiasmo de Tavares Bastos pela intensificação das relações econômicas com a grande República do Norte. O pensamento dominante em todo este estudo é o progresso e a utilidade da medida proposta. "A sua missão resume-se em uma palavra: ser útil". Sua crença nas virtudes da liberdade está expressa no período final do prefácio: "O essencial, nós o possuímos. O pão de cada dia, o pão indispensável ao corpo social, isto é, a liberdade mantida pela ordem... Ora, quando um país goza da liberdade, todo progresso é possível, e onde nada embaraça o progresso, a revolução é impossível." Dele disse Vicente Licínio Cardoso que sua crítica política distingue-se de todos os apaixonados oposicionistas da época: Crítico formidável de todos os nossos males, escalpelador de nossas insuficiências orgânicas, vidente intimorato dos erros relativos à falta de uma consciência brasílica da própria terra que nos coubera no planeta, como berço cósmico de nossa nacionalidade. 

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Aureliano Cândido Tavares Bastos (Cidade de Alagoas, 20 de abril de 1839Nice, 3 de dezembro de 1875) foi um político, escritor e jornalista brasileiro.
É considerado um precursor do federalismo, por sua luta contra a centralização administrativa durante o Segundo Reinado.

Biografia

Primeiro dos seis filhos de José Tavares Bastos e D. Rosa Cândida de Araújo, seguido por Américo (1840), Edméia (1842), Teonila (1843), Cassiano (1844) e Maria (1847). Formou-se em Direito na Faculdade de Direito de São Paulo, onde estabeleceu as suas primeiras relações políticas importantes: Ferreira Viana, Paulino de Souza e Gaspar da Silveira Martins, entre outros. Formou-se em 1858, aos dezanove anos de idade, doutorou-se em direito em 1859 e, em 1860, foi eleito deputado pela então Província de Alagoas. No ano seguinte, por discordar abertamente com o Ministro da Marinha, foi demitido do cargo de oficial da secretaria da Marinha. Publicou naquele ano, anonimamente, no Correio Mercantil, as Cartas do Solitário, cuja primeira edição em livro é de 1862. As Cartas tratavam de diversos assuntos, como a centralização administrativa, a abertura do rio Amazonas à navegação, a liberdade da navegação de cabotagem e as comunicações com os Estados Unidos.
Em 1864, Tavares Bastos foi reeleito deputado e participou da Missão Saraiva ao rio da Prata, como secretário.  Em 1870, fez publicar o livro A Província, no qual combate eloqüentemente a centralização do poder público. Em 1872, publicou A Situação e o Partido Liberal e, em 1873, os Estudos sobre a Reforma Eleitoral. Em 1874, precisando tratar de sua saúde, fez a sua última viagem à Europa, onde veio a falecer, vítima de uma pneumonia. Seu corpo foi enterrado na cidade do Rio de Janeiro, onde viveu grande parte de sua curta existência, na tarde de 02 de maio de 1876.
Era partidário do liberalismo, o qual defendia à exaustão, segundo Raymundo Faoro, enquanto um dogma acentuando o caráter natural das leis do mercado e da livre iniciativa enquanto elementos desejados por toda a sociedade contra um Estado que extrapole os limites de sua atuação e acabe por "substituir a sociedade" na iniciativa produtiva.
Em suas ideias recebeu muitas influências do missionário norte-americano James Cooley Fletcher, além de pensadores tais como John Stuart Mill, Alexis de Tocqueville e Alexander Hamilton. Como tal defendia a separação do estado e igreja e inclusive a imigração de protestantes para a região1 .

Bibliografia
  • MOURA, Clóvis. Dicionário da escravidão negra no Brasil. 2004
  • PONTES, Carlos. Tavares Bastos (Aureliano Cândido, 1839-1875). 2.ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1975. (Coleção Brasiliana, 136)

Obras Publicadas

  • Os males do presente e as esperanças do futuro (1861)
  • Cartas do Solitário (1862)
  • O vale do Amazonas (1866)
  • Memória sobre a imigração (1867)
  • A província: estudo sobre a descentralização no Brasil (1870)
  • A situação e o Partido Liberal (1872)
  • A Reforma eleitoral e parlamentar e Constituição da magistratura (1873)
Fonte: Wikipedia
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Biografia

Patrono
Tavares Bastos (Aureliano Cândido T. B.), advogado, jornalista, político e publicista, nasceu na Cidade das Alagoas, hoje Marechal Deodoro, AL, em 20 de abril de 1839, e faleceu em Nice, França, em 3 de dezembro de 1875. É o patrono da Cadeira nº 35, por escolha do fundador Rodrigo Octavio.
Era filho do bacharel José Tavares Bastos e de Rosa Cândida de Araújo. Fez os primeiros estudos com o pai, latinista e professor de filosofia, e concluiu os preparatórios em Olinda. Matriculou-se na Academia de Direito, em 1854, ano em que a antiga Faculdade de Olinda se transferiu para o Recife. No ano seguinte, acompanhou o pai, que fora nomeado presidente da província de São Paulo, e matriculou-se na Faculdade de Direito. Ali já se encontravam Lafayette Rodrigues Pereira, Silveira Martins, Paulino de Sousa, Ferreira Viana, Afonso Celso (pai), chegando, pouco depois, Tomás Coelho, Macedo Soares, Pedro Luís, entre outros. Ali participa ativamente das sociedades acadêmicas e colabora em revistas literárias e filosóficas, fazendo de Hegel o seu pensador predileto em matéria de estética. Recebeu o grau de Doutor em Direito em 1859; logo depois passou a residir no Rio de Janeiro, onde foi nomeado oficial de secretaria da Marinha, sendo exonerado do cargo em 1861, em represália contra o discurso que proferiu sobre os negócios da Marinha. Foi eleito deputado geral por Alagoas em três legislaturas, 1861-1863, 1864-1866 e 1867-1870, sendo na primeira vez, aos 22 anos de idade, o mais jovem deputado no Parlamento, eleito juntamente com José de Alencar, João Alfredo, José Bonifácio, o Moço, entre outros.
A imprensa e a tribuna parlamentar eram o veículo ideal para a defesa das suas idéias. Ainda em 1861 publicou o panfleto Os males do presente e as esperanças do futuro, com o pseudônimo de "Um Excêntrico". Sua carreira política foi marcada pela preocupação com as questões sociais e econômicas do seu tempo, sobretudo a escravidão, a imigração, a livre navegação do Amazonas, a educação, a questão religiosa. Tratava desses problemas nas Cartas que passou a publicar, sob o pseudônimo de "O Solitário", no Correio Mercantil, de Francisco Otaviano, reunindo-as nas Cartas do Solitário, publicadas em 1862.
Em 1864, participou da Missão Saraiva ao Rio da Prata, como secretário, o que deu motivo a grandes polêmicas na Câmara. Depois partiu para o Amazonas, em viagem de estudos e observações, de que resultou o seu livro O vale do Amazonas, publicado em 1866. No Parlamento, predominavam as discussões relativas à liberdade religiosa e à separação entre a Igreja e o Estado, à imigração e à reforma eleitoral e parlamentar. A ele é atribuído o panfleto Exposição dos verdadeiros motivos sobre que se baseia a liberdade religiosa e a separação entre a Igreja e o Estado, que apareceu em 1866, sob o pseudônimo de Melásporo. Em 1867, Tavares Bastos publica Reflexões sobre a imigração, faz oposição ao Gabinete Zacarias, deixando de ser deputado ao dissolver-se a Câmara em 18 de julho de 1868. Passa a dirigir o Diário do Povo, com Lafayette Rodrigues Pereira, e colabora com o jornal A Reforma do recém-fundado Clube da Reforma (1869). Em 1870, publica A Província, o seu livro mais importante e conhecido. É neste livro que ele se dedica a uma das suas idéias fundamentais: a da descentralização ou da federalização do Brasil, dando certa autonomia às províncias e acabando com o centralismo unitarista imperial, que as sufocava e lhes negava praticamente qualquer iniciativa.
Desinteressando-se de se candidatar mais uma vez, faz como escritor e jornalista a campanha pela reforma eleitoral. Em 1874, faz uma segunda e última viagem à Europa, com a esposa e a filha. Acometido de pneumonia, faleceu em 3 de dezembro de 1875, em Nice, no sul da França. Em 30 de abril de 1876, seu corpo chega ao Rio de Janeiro, a bordo do navio francês Henri IV, sendo então realizado seu enterro no Cemitério São João Batista.

Fonte: ABL

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Série livros sobre Amazônia - Sacred Geographies of Ancient Amazonia: Historical Ecology of Social Complexity - Denise P. Schaan




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Sacred Geographies of Ancient Amazonia: Historical Ecology of Social Complexity (New Frontiers in Historical Ecology). Denise P. Schaan. Left Coast Press. 2012. 233 p. ISBN-10: 1598745069.

 

Review

"Historical ecological approaches have made important contributions, dispelling the myth that the environment constitutes an objective reality transcending the social context of its production and experience. At the same time, this perspective is equally critical of theories that reduce landscapes to a cultural construction and ignore the agency of meaningful places. Inspired by this approach, Schaan (Federal State Univ. of Pari, Brazil) has written an engaging study of the anthropogenic landscapes of the pre-Columbian Amazon, focusing on the development of the mound centers of the Marajoara culture. The author compares prehistoric land management practices with similar traditions in other regions of the Amazon. Compiling available archaeological data, her analysis successfully debunks the commonplace belief that the Amazon represents a pristine environment, and it provides a convincing reconstruction of the anthropogenically dynamic and diverse landscapes of the Amazonian Basin. Schaan further examines the intersection of managed ecology with Marajoara funerary rites, ancestor worship, social memory, and cosmology and devotes a chapter interpreting the remarkable geoglyphs of the western Amazonian region. The author concludes her study with a pointed critique of government development programs that disregard indigenous knowledge and ecological stewardship. For students of Amazonian archaeology and scholars interested in human-environment relations. Summing Up: Recommended."-
Fonte: Amazon.com

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"Schaan’s research in varied parts of the Brazilian Amazon is groundbreaking in the application of state-of-the-art methods and inspiring in terms of its theoretical relevance and insight. Here she brings her diverse experience to bear on the question of sacred geographies which linked groups across the vast tropical lowlands and were critical features in the organization of the region’s little known civilizations. "


- Michael Heckenberger, University of Florida

Fonte: L.Coast Press - http://www.lcoastpress.com/book.php?id=366

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Autora
 Denise P. Schaan é licenciada em Historia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1987), Mestre em História/Arqueologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1996) e Ph.D. em Antropologia Social (Arqueologia) pela Universidade de Pittsburgh (2004). Atualmente é Professor Adjunto III da Universidade Federal do Pará (Faculdade de Ciências Sociais), e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia (com áreas de concentração em Arqueologia, Antropologia Socio-Cultural e Bioantropologia). Leciona cursos na Graduação em Museologia, CIências Sociais, e no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPA. Dedica-se à pesquisa arqueológica na Amazônia, atuando principalmente nas seguintes áreas: sociedades complexas, ecologia histórica, arqueologia da paisagem, gênero, simbolismo, cultura material, patrimônio cultural e arqueologia pública. Atualmente desenvolve projetos de pesquisa na região oriental do estado do Acre, Transamazônica (PA) e Baixo Amazonas (Santarém, Belterra). Editora de Amazônica, Revista de Antropologia (juntamente com Jane Beltrão). membro do Comitê Gestor do Portal de Periódicos da UFPA. Foi Presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira-SAB (2007-2009). É membro da Sociey for American Archaeology-SAA, membro da Associação Brasileira de Antropologia-ABA, membro da Sociedade de Arqueologia Brasileira e membro de SALSA-Society for the Anthropology of Lowland South America. 

Fonte: Lattes - CNPq 

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Agosto de 2014







sábado, 9 de agosto de 2014

Série livros sobre Amazônia - Entragled Edens - Candence Slater






SLATER, Candence. Entangled Edens: vision of the Amazon. 1. Berkeley: University of California, 2002. 
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Candace Slater é diretora do programa Luso-Brasileiro do Departamento de Espanhol e Português da Universidade da Califórnia. Foi conselheira do programa Pontos de Cultura do Minc e recebeu a Ordem do Mérito Cultural e a Ordem do Rio Branco. É bolsista da American Council of Learned Societies e finaliza seu oitavo livro, Beset by Marvels: Wonder, Change and Violence in the Brazilian Northeast. Publicou, entre outros, A vida no barbante (Civilização Brasileira, 1984), sobre literatura de cordel, e A festa do Boto (Funarte, 2001) .




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Candace Slater Department of Spanish & Portuguese
(BA, Brown University; PhD, Stanford University) is a Marian B. Koshland Distinguished Professor in the Humanities and the Director of UC Berkeley's Townsend Center for the Humanities. Among her primary areas of research are Lusophone Amazonian culture, narrative folklore, poetry (the literature de cordel, which had its roots in Portugal) and mythology with roots in both Portugal and other cultures that took root in Brazil. Dr. Slater is the recipient of numerous fellowships and awards, including the Ordem de Rio Branco, the highest honor Brazil can bestow a foreigner (1996) and the Ordem de Merito from the Brazilian Ministry of Culture, an award generally reserved for Brazilians (2002). In 2000, she was selected as United States Representative on the Humboldt Commemorative Expedition to the Orinoco and Amazon. Recent books include Entangled Edens: Visions of the Amazon (University of California Press 2001) and Dance of the Dolphin, Transformation and Disenchantment in the Amazonian Imagination (University of Chicago Press 1994), as well as articles on topics ranging from folklore to landscape interaction. She is also the editor of In Search of the Rainforest (Duke University Press, 2004).

Fonte: http://ies.berkeley.edu/psp/people.html

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Entangles Edens


Resenha:
Candace Slater takes us on a journey into the Amazon that will forever change our ideas about one of the most written-about, filmed, and fought-over areas in the world. In this book she deftly traces a rich and marvelous legacy of stories and images of the Amazon that reflects the influence of widely different groups of people--conquistadors, corporate executives, subsistence farmers --over the centuries. A careful, passionate consideration of one of the most powerful environmental icons of our time, Entangled Edens makes clear that we cannot defend the Amazon's dazzling array of plants and animals without comprehending its equally astonishing human and cultural diversity.

Early explorers describe encounters with fearsome warrior women and tell of golden cities complete with twenty-four-carat kings. Contemporary miners talk about a living, breathing gold. TV documentaries decry deforestation and mercury poisoning. How do these disparate visions of the Amazon relate to one another? As she fits the pieces of the puzzle together, Slater shows how today's widespread portrayal of the region as a fragile rain forest on the brink of annihilation is every bit as likely as earlier depictions to obscure important aspects of this immense and complicated region.

In this book, Slater draws on her fifteen years of experience collecting stories and oral histories among many different groups of people in the Amazon. Throughout Entangled Edens, the voices of contemporary Amazonians mingle with the analyses of such writers as Claude Lévi-Strauss, Theodore Roosevelt, and nineteenth-century naturalist Henry Walter Bates. Slater convinces us that these stories and ideas, together with an understanding of their origins and ongoing impact, are as critical as scientific analyses in the fight to preserve the rain forest.

Fonte: UCPRESS
http://www.ucpress.edu/book.php?isbn=9780520226425
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  In Candace Slater’s book Entangled Edens: Visions of the Amazon; she starts off the first chapter, titling it “The Meeting of the Waters”. She starts this section off with describing a personal experience in which she saw an IMAX movie in the National History Museum in Seattle. The author gives the reader a descriptive picture on what the short documentary displayed to the audience, in including basic and interesting facts about the Amazon, “Here, in what has become a threatened natural paradise, a typical four-square mile patch of forest contains up to 1,500 species of flowering plants, as many as 750 species of trees, 125 species of mammals, 400 species of birds, 100 different reptiles, 60 amphibians, and 150 butterflies”(2).  Slater continues to share her thoughts on the video, saying the video struck her as very similar to every other Amazonian documentary she has seen, making the Amazon appear “as an exotic realm of nature”(3). Slater also described the movie as “simplistic” and not what she had in mind, “But where were the less-glamorous swamps, and brush lands, the big and little cities that account for more than half the population of 23 million people for whom the Amazon is home?” (3)
Slater proved to have very high expectations of the video she was watching, expecting it to have a much more in depth look and accurate historical information,“But where were the descendants of black slaves, the Sephardic Jews, the Japanese agricultural workers, the Arab merchants, and the mixed-blood rubber tappers who have helped create the rich, distinctive cultures of an immense and varied region?” (3). Slater then continues to explain to the reader that this concept is the main idea behind her book. She claims that “Entangled Edens” refers to the various images of this terrestrial paradise (The Amazon) (8). Slater’s main argument revolves around the idea that the Amazon, or Amazonia, culturally, physically, and geographically vary tremendously because of the variety and area of land, and the amount of people within this area. Slater also argues in order for us to preserve the rain forest, we must understand it better, “if we truly want to save the rain forest, then we have to learn to see and hear them too” (22), very similar to Sarkar and Montoya.  This section of the article related well to the class discussion in relation to our views and perceptions of society, and especially of indigenous people similar to Castro’s Amazonian ethnography article. Slater then continues to somewhat outline the structure of her book, she discusses how perception strongly influence and shape one’s ideas and thoughts about nature, touching on the idea of subjectivity, “The stories themselves make clear ways in which different groups and individuals use particular images to further their own interest.” (7) She also discusses how aspects of “outside” societies and cultures are hard for American culture to grasp, for instance, the idea of “Shape-Shifters” “Encantados” or “Enchanted Beings” having cursed or bewitched beings raising havoc for the tribe and how the indigenous people recognize this cross-cultural misunderstanding by telling Slater “These stories talk about a world you cannot know” (5).

Fonte: http://peopleandtheenvironment.wordpress.com/2011/10/01/entangled-edens-visions-of-the-amazon-by-candace-slater/

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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sebo em Nova Iorque - Second Hand Books in New York

Nova Iorque é uma cidade que tem muitas livrarias e sebos. Mas esta postagem se refere a um local em especial, que é uma mistura de uma livraria (livros novos) com um sebo. 

Pouch: Lost in the Stacks
Os livros usados ficam misturados com os novo e as prateleiras são organizadas por temas. São tres andares para se passar algumas horas em busca de preciosidades novas e raras. 

StrandBookstore

Strand Books
Adicionar legenda


828 Broadway, New York, NY 10003, Estados Unidos


+1 212-473-1452

 Site da Strand - New York - http://www.strandbooks.com/index.cfm

O Site da Strand é muito bacana, vale a pena uma visita.

 

Strand Books, New York. In 1927, Ben Bass opened Strand Book Store on Fourth Avenue, home of New York’s legendary Book Row. Named after the famous publishing street in London, the Strand was one of 48 bookstores on Book Row, which started in the 1890’s and ran from Union Square to Astor Place.
StrandBoostore - 828 Broadway - Nova Iorque

StrandBoostore em Nova Iorque

  

 

 O terceiro andar e de livros raros, tantos "novos" como antigos.



Rare Books


e la tem também varios gifts sobre a Strand e Bibliofilia.

Just enjoy it


MAG: Book CollectorMAG: Too Many BooksMAG: Book Lovers NeverMAG: Leather Book Hoarder




Agosto de 2014


sábado, 24 de maio de 2014

Série livros sobre a Amazônia - O último da tribo Monte Reel

Monte Reel. O último da tribo: a epopeia para salvar um índio isolado na Amazônia. Trad. Marcos Bagno. Companhia das Letras. 2011. 272 p.   ISBN 9788535919677



Sinpose:
O relato desta aventura parte de uma história real e recente: a descoberta, em 1996, de uma tribo composta de um único índio. Ele vivia em pequenas ocas que construía com madeira e folhas de palmeira, e ao lado delas, no chão, sempre havia um misterioso buraco retangular.
Numa região de Rondônia onde a floresta amazônica rapidamente cedia espaço para as fazendas, e onde se sabia que fazendeiros assassinavam índios para não perder propriedades para as reservas, era urgente proteger esse homem.
Porém, para garantir a criação de uma reserva, a equipe da Funai conhecida como Frente de Contato tinha de saber mais sobre o índio solitário. Era preciso definir, entre outras coisas, a tribo de origem, os costumes e a língua dele. Tudo isso sem usar a força e correndo o risco de levar flechadas. Caso contrário, nada poderia ser feito.
Trava-se então uma longa batalha com várias frentes de combate: as buscas em meio à selva; o difícil contato com o índio arisco, que não admitia a aproximação dos desconhecidos; os fazendeiros com seus capangas e advogados; e o emaranhado da burocracia dos órgãos oficiais em Brasília.

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O Indígena da Terra Tanaru: símbolo da resistência de um povo quase extinto

Um único indígena, remanescente de uma etnia desconhecida, ameaçado pelo Complexo do Madeira, se abriga e sobrevive da floresta amazônica, fugindo de qualquer forma de contato com outra cultura. O legado do seu conhecimento ancestral será reconhecido, no futuro, apenas pelos vestígios que deixará. Fonte:Telma Delgado Monteiro

Estudos feitos pela Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé em colaboração com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) confirmaram a presença, na Terra Indígena Tanaru, de um único indivíduo, remanescente de uma etnia de povo indígena isolado, nômade, que sobrevive no interior da floresta e que representa um verdadeiro símbolo de resistência. Ele é conhecido vulgarmente como Índio do Buraco devido à forma como se abriga, usando uma cova cavada no centro da maloca (foto).

Indígenas isolados ou em isolamento voluntário são aqueles sobre os quais se tem pouca ou nenhuma informação. Os povos indígenas em isolamento voluntário evitam qualquer contato com a sociedade e buscam seu isolamento no interior das florestas tropicais de difícil acesso. Eles defendem seus territórios e protegem a biodiversidade de regiões intactas dentro da Amazônia e, ao permanecerem em isolamento voluntário, garantem a preservação dos recursos naturais indispensáveis a sua sobrevivência.
Aidentificação dos seus territórios e a promoção de mecanismos que possam tirar de risco de extinção esses povos, são tratadas, ainda, de forma tímida pelos governos dos países da Amazônia. Em 2006, foi realizado em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, um seminário para tratar especificamente dos isolados e de formas de proteção e reconhecimento dos seus direitos.






   











































Peru e Brasil já fizeram algumas propostas de construção de um arcabouço jurídico, com sistemas de proteção e prevenção para garantir os direitos específicos dos povos indígenas e que possam, em tempo, conter a situação de debilidade crescente que os aflige. Ficou claro no seminário de 2006, ser necessário promover formas de sensibilização da comunidade internacional e mostrar as situações de violações de territórios indígenas de povos não contatados. A fragilidade desses povos diante da violação dos seus direitos causada pelo atual modelo de desenvolvimento, felizmente começa a ganhar maior espaço nas discussões dentro dos organismos de proteção dos direitos humanos e da sociedade civil.

































Neste momento é preciso ainda identificar e suprir a ausência de marcos legais, institucionais e de políticas públicas que visem garantir a “proteção física, cultural e territorial dos povos indígenas isolados e em contato inicial”. A proteção desses povos requer, principalmente, o compromisso dos governos e das diferentes instâncias governamentais no implemento de ações concretas que levem a resultados eficazes e em curto prazo. É importante reforçar os mecanismos legais e administrativos que garantam e potencializem o reconhecimento dos direitos fundamentais dos povos indígenas em isolamento ou em contato inicial. Direitos específicos como o direito à autodeterminação, ao território próprio, à sua cultura e modo de vida e ao seu desenvolvimento têm que ser reforçados com medidas imediatas de proteção para evitar as agressões de que estão sendo alvo.