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domingo, 2 de junho de 2019

João de Jesus Paes Loureiro - Poeta, ensaista, dramaturgo da Amazônia


Poeta, folclorista, ensaísta e dramaturgo.  Nascido em Abaetetuba, no Estado do Pará, em 26 de junho, viveu a infância e adolescência às margens do rio Tocantins e atualmente vive em Belém. O contato íntimo com o ambiente amazônico desde tenra idade foi responsável por fazer florescer o dom da poesia no autor que se revelaria um dos maiores destaques da literatura paraense. Formado em Direito, Letras, Artes e Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará e é professor de Educação Artística, Filosofia e Comunicação na mesma instituição. Possui títulos de Mestre em Teorias Literárias e Semiologia e de Doutor em Sociologia da Cultura. Já atuou na Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Belém, na Secretaria de Cultura do Pará e na Secretaria de Educação do Pará. Foi superintendente e criador da Fundação Cultural do Pará - Tancredo Neves, bem como fundador e presidente do Instituto de Artes do Pará (IAP).

Dentre a vasta obra de Loureiro, destacam-se Porantin (1979), Deslendário (1981), Cantares amazônicos (1985), Altar em chamas (1989), Elemento de estética (1989) e "Cultura amazônica - uma poética do imaginário" (1991), a qual consiste na tese de doutorado do escritor elaborada, em 1990, em Sorbonne, Paris, França. A poesia de João Paes Loureiro revela uma visão de mundo marcada por intenso humanismo e por uma capacidade compreensiva da realidade que o cerca acima dos padrões do normal e fora do âmbito da simples experimentação.


Além do universo mítico, da cultura e história social da Amazônia, o poeta também se interessa por temáticas que tratam do mundo como um todo e da própria poesia (metalinguagem). Suas experiências de vanguarda lhe renderam a prisões, perseguições e até tortura, durante o regime militar, no período de 1964 a 1976. No entanto, a poética de João de Jesus Paes Loureiro se sobressaiu com a introdução da modernidade na literatura paraense.

A qualidade da produção literária de Paes Loureiro lhe proporcionou várias premiações como o Primeiro Prêmio do Serviço Nacional de Teatro (1976) pela peça Ilha da Ira, o Prêmio INACEN/MEC (1977) por Procissão do Sayrê, o Prêmio de Poesia (1994) da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) pela obra Altar em chamas e o Prêmio Jabuti (1998) por Romance das três flautas ou de como as mulheres perderam o domínio sobre os homens (1987).

A consciência social e o moderno apelo ecológico que João Paes Loureiro demonstra em sua obra são frutos de um amor incondicional pela Amazônia. Loureiro "come, bebe e respira" a Amazônia, em suas veias corre o sangue do orgulho nativo que pulsa ao ritmo da correnteza dos rios da região. Sua imaginação, povoada pelas criaturas fantásticas do folclore amazônico, flutua sobre a mata verde e virgem do Norte brasileiro e faz surgir a sofisticada e infindável epopéia que declara o amor do escritor pela misteriosa região onde plantou suas raízes.

Fonte: http://jornaldamargarida.blogspot.com/2011/05/paes-loureiro-lanca-hoje-o-seu-primeiro.html



Obras Literárias:

· Tarefa: Pará: Falângola, 1964.

· Cantigas de amar de amor e de paz – poesia. Belém: Graf. Globo, 1966. Livro inonsútil, folhas soltas (Fonte: 
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/para/joao_de_jesus_paes_loureiro.html)




· Epístolas e Baladas – poesia. Belém: Grafisa, 1968.
Fonte: https://www.icbsena.com.br/
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· Remo Mágico – poesia. Belém: Graf. Sagrada Família, 1975.



· Enchente amazônica – poesia. Separata publicada pelo Conselho de Cultura do Pará, 1976.


· Porantin: poesia, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.


· Deslendário: poesia, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.



· Pentacantos: poesias. São Paulo: Roswitha Kempf, 1984




· Cantares Amazônicos: poesia. São Paulo: Roswitha Kempf, 1985.









“O Ser Aberto”. Belém: Cejup, 1987.





"Romance das três flautas ou de como as mulheres perderam o domínio sobre os homens: poesia. Tradução para o alemão de Hildegard Fauser-Werle. Ed. Bilíngüe. São Paulo: Roswitha Kempf, 1987.





· O Poeta Wang Wei ( 699 – 759 AD ) Na visão de Sun Chin e João de Jesus Paes Loureiro: poesia. Ed.Bilíngüe. São Paulo: Roswitha Kempf, 1988.




· “Artesão das Águas”. Belém: Cejup/Universidade Federal do Pará, 1989.


· Iluminações/Iluminuras: poesia. Tradução para o japonês Kikuo Furuno. Ed.Bilíngüe Roswitha Kempf, 1988.


· Altar em chamas e outros poemas. São Paulo: Cejup Cultural, 1989.


· “Elementos de Estética”. Belém: Cejup, 1989.





· Cinco palavras amorosas à Virgem de Nazaré: poesia. Belém: Cejup Cultural, Belém-PA, 1989.



· Tarefa: poesia. feed. Fac-similar. Pará: Falângola, 1989.



· Erleuchtungen/Malereien (Iluminações/Iluminuras). Tradução para o alemão Michael V. Killischh. Munique: Horn, 1990.


· Cantares Amazônicos: coletânea de poemas. Ed.Bilíngüe. Português e Italiano, lançado em L’Aquila, Itália. Pará: Falângola, 1990.
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· Cantares Amazônicos. Berlin, Alemanha (em português e alemão), 1991.



“Cultura Amazônica – uma poética do imaginário”. Belém: Cejup, 1991.



· Un Complainte pour Chico Mendes. Tradução Lyne Strouc. Foire International Terres de L’Avenier-CCFD. Paris, França, 1992.


· “A arte como encantaria da linguagem – Hino Dionisíaco ao Boto”. Belém: Cejup, 1992.






· Altar em Chamas: poesia, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1992.


· “Belém. O Azul e o Raro”. Belém: Edição de Violões da Amazônia, 1998.



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· “Pássaro da Terra”: teatro. São Paulo: Escrituras, 1999.




 Fragmento (2003),






A arte como encantaria da Linguagem. Escrituras. 2008



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Água da Fonte (2008)






Café Central – O tempo submerso nos espelhos (2011)






Para ler como quem anda nas ruas (2012)




Da Cor do Norte - Brinquedos de Miriti (2012) 





Do coração e suas amarras. São Paulo: Escrituras Editora, 2001. 80 p. 





. "Encantarias da palavra. Belém: EDUFPA, 2017.