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domingo, 30 de junho de 2013

Carlos Castaneda - Serie Escritores Mexicanos

Carlos Castaneda ou Carlos Aranha Castaneda (segundo revista Time, Cajamarca, 25 de dezembro de 1925Los Angeles, 27 de abril de 1998 foi um escritor e antropólogo formado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA); notabilizou-se após a publicação, em 1968, de sua dissertação de mestrado intitulada The Teachings of Don Juan - a Yaqui way of knowledge, lançado no Brasil como A Erva do Diabo.


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Carlos Castaneda




Vida e Obra

Antes de mais nada, é preciso dizer, que Carlos Castaneda é um escritor impecável, que descreve de maneira muito competente, um enredo transcendental que se passa desde que encontrou um velho índio durante seu doutorado em antropologia. Em 1973 revê os conceitos apresentados na primeira obra em uma versão de sua tese de Phd intitulada Journey to Ixtlan - Lessons of Don Juan (Viagem a Ixtlan). Sua obra consiste em onze livros autobiográficos nos quais relata experiências decorrentes de sua associação com o bruxo conhecido por Don Juan Matus, índio da tribo Yaquis do deserto de Sonora, no México. Um 13° livro chamado Magical Passes (Passes Mágicos) foi lançado, mas destoa do conjunto da obra, se aproximando mais de um manual prático de aplicação de exercícios corporais de Eduacação Física.

A Erva do Diabo, seu primeiro livro, também tese de mestrado, tornou-se um best-seller entre os jovens do movimento hippie e da contracultura, que rapidamente elegeram Castaneda um guru da nova era e formaram legiões de admiradores que queriam, por conta própria, reviver as experiências descritas no livro. Também era bastante relevada no meio acadêmico, sobretudo porque, em seu princípio, tratava-se de uma obra de cunho científico e despertara o interesses de jovens. Muitos o criticaram, pois isto, supostamente apenas atraia jovens para o mundo das drogas e do crime. Uma história curiosa ocorreu nos EUA após a publicação do livro, um grupo de jovens invadiu uma tribo indigena e roubou sacos com aproximadamente 20kg cada para vender. Os relatos, nunca confirmados, levaram as autoridades uma série de dúvidas referentes ao livro, chegando a ser proibido no Brasil,
Uma controvérsia se formou em torno de sua figura tanto por parte de admiradores, que queriam encontrar Don Juan pessoalmente e de alguma forma fazer parte do processo de aprendizado, quanto de céticos, que queriam encontrar motivos para desacreditá-lo academicamente, argumentando que o testemunho fornecido em seus escritos era ficional e apontando a escassez de fontes documentais sobre sua pesquisa de campo junto ao mestre indígena. Castaneda foi procurado pela policia durante a ditadura militar e seus livros foram banidos de entrar no Brasil pelo Governo Federal por acreditarem que o livro dava incentivo aos jovens do do movimento hippie ao uso de drogas, neste caso o cactus Peiote descrito no livro "A Erva do Diabo"
Em 1973, no auge de sua fama, a conhecida revista norte-americana TIME publicou uma extensa matéria de capa sobre o autor. Esta só foi conseguida depois de muita insistência junto aos agentes literários do autor que, inclusive, imploraram para Castaneda posar para fotos em ângulos parciais, o que sempre evitava a todo custo. A abrangente matéria notabilizou-se por publicar o resultado de uma suposta investigação envolvendo a biografia de Castaneda antes da fama, e tinha entre seus objetivos implícitos e explícitos, o propósito de retratá-lo como um mentiroso. A reportagem alega que Castaneda era peruano, nascido na andina cidade de Cajamarca, cuja origem remonta ao império inca. A reportagem cita amigos da terra natal e mesmo uma irmã de Castaneda falando sobre traços da personalidade de Castaneda, como alguém dono de imaginação fértil e entregue ao vício do jogo e das Drogas. Segundo ela, Castaneda seria filho de um relojoeiro e teria nascido no ano de 1925. Aos 24 anos, em 1951, teria decidido imigrar para os EUA após a traumática morte da mãe, assassinada por seu pai e assistida por Casataneda em seus seis anos de vida. No livro de entrevistas Conversando com Carlos Castaneda, da jornalista Carmina Fort, Castaneda, décadas depois, lamenta a decisão da TIME de publicar estes dados, que teriam sido inseridos porque ela "precisava de uma história". O autor ironiza o esforço da matéria em situar sua ascendência junto a índios sul-americanos.
Segundo o próprio Castaneda, ele teria nascido no Brasil, em 1935, no extinto município de Juquerimã, hoje Mairiporã,1 acidentalmente, no meio de uma família conhecida. Um parente - pelo lado paterno - era o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha, famoso pela sua notável participação internacional durante a Segunda Guerra mundial. Seu pai, posteriormente um professor de literatura, tinha apenas 17 anos, e sua mãe, 15. Após a morte de sua mãe, quando tinha 6 anos, sua criação ficou a cargo dos avós maternos, pequenos proprietários rurais de uma granja e cultivadores de Cana-de-açucar. Episódios da sua infância no interior de São Paulo são descritos primeiramente em Viagem a Ixtlan e com mais detalhes em seu último livro, O Lado Ativo do Infinito. Semi-abandonado pelo pai, o autor guardou mágoa em relação a ele durante toda a vida, retratando-o algumas vezes como um homem fraco e sem propósito. Em um dos seminários que deu no final da vida, afirma que o pai havia se casado de novo e tido uma outra filha, e possuía uma grande biblioteca, tendo se tornado um notável leitor. O jovem Castaneda foi enviado para um importante colégio de Buenos Aires, o Nicolas Avellaneda, onde permaneceu até os 15 anos estudando e onde provavelmente aprendeu o espanhol que mais tarde viria exercitar no México. Tornando-se um problema para a família pelo seu comportamento revoltoso, Oswaldo Aranha, seu tio famoso e patriarca da família, teria intercedido para que ele arrumasse um lar adotivo em Los Angeles, Califórnia, em 1951. Depois de se formar na Hollywood High School, tentou cursar Belas Artes em Milão, na Itália, mas abandonou o curso por falta de afinidade, voltando então para os EUA e matriculando-se no curso de Psicologia Social da UCLA, escolha que seria alterada posteriormente ao mudar o curso para antropologia.
Como relata em entrevista para Sam Keen, pensando em ir para o curso de antropologia, buscava a publicação de um paper para dar início à carreira acadêmica. Havia lido e escrito um pequeno ensaio sobre o livro de Aldous Huxley, As Portas da Percepção, que havia celebrizado no mundo ocidental os efeitos psicotrópicos da mescalina, alcalóide alucinógeno presente em grandes quantidades no botão do cacto de peiote, que era usado de forma ritual por vários povos indígenas americanos. Pesquisou o tema das plantas medicinais em livros como o de Weston La Barre, O ritual do peiote e partiu para o trabalho de campo no sudoesta da Califórnia. Foi então para o estado de Arizona, onde conheceu o índio bruxo conhecido como Don Juan Del Peiote. Este viria a ser seu guia, e é personagem central nos livros autobiográficos que escreveu. O encontro com o índio foi um episódio marcante, que é recontado várias vezes na sua obra. Numa estação rodoviária, indicado por um colega da faculdade, Castaneda aproximou-se e apresentou-se como especialista em peiote, convidando o índio a lhe conceder entrevista. Como não sabia virtualmente nada a respeito do cacto, segundo relata, Don Juan teria captado sua mentira e devolvido-a com um olhar. Este olhar foi bastante significativo, pois Castaneda, normalmente um homem falante e extrovertido, ficou sem ação e tímido ao ser perscrutado. Nas explanações posteriores, diz que Don Juan o havia capturado com o olhar mostrando-lhe o nagual, pois havia percebido que Castaneda poderia ser o homem que ele procurava para lhe passar seu conhecimento. Depois de mais alguns encontros, Don Juan lhe anuncia sua decisão e decide levá-lo a experimentar as plantas medicinais que Castaneda tanto pedia.
Aos poucos o jovem ocidental e acadêmico foi sendo posto ao encontro de experiências cognitivas que desafiavam o poder de explicação de sua razão, sendo forçado finalmente a mudar toda a sua concepção de mundo em prol das novas explicações que o mestre lhe fornecia e que ia compreendendo, gradualmente. Como explica no sexto livro, O Presente da Águia, o sistema de interpretações e crenças que se dispôs a estudar terminou por engalfinhá-lo, ao se revelar tão ou mais complexo que o sistema "ocidental" de interpretações do mundo. Este é um ponto chave da obra, antes inédito na antropologia e uma das fontes das acusações difamadoras que foi recebendo aos poucos. Pela primeira vez um estudioso e intelectual ocidental admitia a inoperância das suas ferramentas teóricas para classificar o objeto de estudo. O jovem ocidental viu-se forçado a admitir sua fraqueza e sua vida desordenada e vazia e um indígena aparecia como um "caçador e um guerreiro", dono de um propósito inabalável e capaz de manipular e influenciar profundamente sua percepção e visão de mundo.
Em junho de 1998, foi divulgada, muito discretamente, a notícia da morte de Carlos Castaneda, ocorrida supostamente dois meses antes, em função de um câncer no esofago.
Discipulas de Castaneda: Florinda Dorner Grall, Taisha Abelar, Carol Tiggs.

Livros

  • A Erva do Diabo (The Teachings of Don Juan: A Yaqui Way of Knowledge - 1968)


EDIÇÕES EM INGLÊS (INCLUINDO A PRIMEIRA EDIÇÃO)


The teachings of Don Juan. 1 ed. 1968


Castaneda, Carlos. THE TEACHINGS OF DON JUAN. A Yaqui Way of Knowledge. Inscribed. Berkeley: University of California Press, 1968. True First Edition of the Author's first book. 8vo, (xii), 196pp. Publisher's medium gray cloth covered boards lettered in gold, green endpapers. Elegantly inscribed in blue fountain pen on the dedication page: "With all the best, Carlos Castaneda". True First edition of Castaneda's very scarce first book & the first book in the Don Juan series. Issued in a small edition [likely 750 - 1250 copies] by a university press, the book was well-read on campus & copies of this, the true 1st [not to be confused with the later Simon & Schuster, 1973 printing] are difficult to find in collectible condition. A seminal 60's book of some great counter-cultural significance through which Don Juan's perception & mastery of "nonordinary reality" opened up the mind of an era to the possibilities of a more mystical & magical existence, linking various themes of spirituality, drugs & metaphysics




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The teaching of Don Juan. Edição comemorativa de 30 anos da 1 edição. 1998


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EDIÇÕES EM ESPANHOL (Las enseñanzas de Don Juan)




Las ensenasas de Don Juan. 1 ed. espanhol. 1974



Fondo de Cultura Economica, Mexico , 1974.First edition in Spanish. Translation by Juan Tovar. Introduction by Octavo Paz. Fine in fine dustwrapper. The first book in this series, published six years earlier in English by the University of California.

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EDIÇÕES BRASILEIRA

A Erva do Diabo



A Erva do Diabo
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Livro - A Erva do Diabo - Carlos Castañeda
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  • Uma Estranha Realidade (A Separate Reality: Further Conversations with Don Juan - 1971)
  • Viagem a Ixtlan (Journey to Ixtlan: The Lessons of Don Juan - 1972) - Esse livro foi a tese de PhD de Castaneda na UCLA em 1973 com o título: "Sorcery: A Description of the World"
  • Porta Para o Infinito (Tales of Power - 1975)
  • O Segundo Círculo do Poder (The Second Ring of Power - 1977)
  • O Presente da Águia (The Eagle's Gift - 1981)
  • O Fogo Interior (The Fire from Within - 1984)
  • O Poder do Silêncio (The Power of Silence: Further Lessons of Don Juan - 1987)
  • A Arte do Sonhar (The Art of Dreaming - 1993)
  • Readers of Infinity: A Journal of Applied Hermeneutics - 1996 - Diários do trabalho de Castaneda com suas discípulas ainda não traduzido.
  • Passes Mágicos (Magical Passes: The Practical Wisdom of the Shamans of Ancient Mexico - 1998)
  • O Lado Ativo do Infinito (The Active Side of Infinity - 1999)
  • Roda do Tempo (The Wheel Of Time : The Shamans Of Mexico - 2000) - uma antologia de citações comentadas.

Outros autores

  • Conversando com Carlos Castaneda (Carmina Fort)
  • Os Ensinamentos de Don Carlos (Víctor Sánchez)
  • Sonhos Lúcidos: uma iniciação ao mundo dos feiticeiros (Florinda Donner)
  • Castañeda em O Caminho do Nagual - (Roberto Carriconde)
  • Encontros com o Nagual - (Armando Torres)
  • Travessia das Feiticeiras - (Taisha Abelar)
  • Aprendiz de Feiticeiro: minha vida com Carlos Castaneda - (Amy Wallace)
  • Pelo Caminho do Guerreiro - (Ana Catan)
  • O Dominio da Consciência - Compilação dos Ensinamentos de Juan Matus, apresentados por Carlos Castañeda em seus doze livros. - (Flórion)
  • Carlos Castaneda e a Fenda entre os Mundos - Vislumbres da Filosofia Ānahuacah no Século XXI (Luis Carlos de Morais Junior)
  • O xamanismo de Carlos Castaneda: apropriação, ruptura ou continuidade? (Nelson Neraiel) Bia Labate Julho 2011
  • Entrevista Revista Time, de março de 1973, capa

Fonte: Wikipedia



TIME Magazine Cover: Carlos Castaneda -- Mar. 5, 1973
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FEIRA LITERARIA INTERNACIONAL DE PARATI - FLIP 2013

A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) é um festival literário que iniciou o no ano de 2003 e realizado pela Associação Casa Azul. Acontece anualmente na cidade de Paraty no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro.

PAGINA OFICIAL DA FLIP 
 
A FLIP é considerada um dos principais festivais literários do Brasil e da América do Sul. Além de palestras também são realizadas discussões, oficinas literárias e eventos paralelos para crianças (Flipinha) e jovens(Flipzona). O sucesso mundial desde seu ano de fundação se deve principalmente ao envolvimento e participação ativa de autores de vários países reconhecidos internacionalmente.

Tenda da Flip em 2011
FLIP PARATY


O festival foi idealizado pela editora inglesa Liz Calder, da Bloomsbury, que morou no Brasil e agenciou diversos autores brasileiros, tomando como modelo o festival literário de Hay-on-Wye, no Reino Unido .

Fonte: Wikipedia


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ESCRITORES HOMENAGEADOS NA FLIP

A cada ano um escritor é homenageado pelo festival.
Graciliano Ramos - Homenageado da FLIP 2013

Bibliografia e informações sobre Graciliano Ramos neste blog


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ENTREVISTA COM  LIZ CALDER

FONTE: BBC - Júlia Dias Carneiro


Liz Calder, mentora da Flip
Liz Calder - Fundadora da Flip - Fonte: BBC - Brasil

 

Mentora da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, a inglesa Liz Calder ri ao se lembrar da euforia e do nervosismo da primeira edição, quando os visitantes eram esperados às centenas, mas vieram aos milhares.
Calder, que ajudou a fundar a Flip em 2003, diz que continua se impressionando com o crescimento vertiginoso da festa. O público dos debates foi de cerca de 20 mil pessoas no ano passado, contra 6 mil no primeiro ano.
 Primeiro festival literário do Brasil, a Flip. Inspirou festivais em outras cidades brasileiras, como Porto de Galinhas (Fliporto), Ouro Preto (Flop) e Poços de Caldas (Flipoços).
Em entrevista à BBC Brasil em Londres, Calder diz que o sucesso de Harry Potter contribuiu indiretamente para viabilizar a Flip. As vendas estrondosas da série de J.K. Rowling catapultaram os lucros da Bloomsbury, editora que Calder ajudou a fundar, e os lucros viabilizaram um patrocínio para as primeiras edições da feira.
Conhecida por ter editado os primeiros livros de autores como Salman Rushdie e Julian Barnes - além de J.K. Rowling - Liz tem ligação com o Brasil desde os anos 1960, quando morou no Rio durante quatro anos.
A programação da Flip deste ano foi divulgada nesta quinta-feira e inclui nomes como Jonathan Franzen, Le Clézio, Ian McEwan, Enrique Vila-Matas e Adonis. O homenageado será o poeta Carlos Drummond de Andrade.
BBC Brasil - Como você descreveria hoje a primeira edição da Flip, em 2003?
Criança brinca com livros na Flip (Foto: André Conti)
Feira de Paraty comemora dez anos em 2012
Calder - A primeira Flip foi uma surpresa completa para nós. Até o mês anterior ao festival, esperávamos não mais que algumas centenas de visitantes. Tínhamos uma sala na Casa da Cultura com espaço para cerca de 200 pessoas, e isso era tudo. Mas estávamos trazendo nomes muito bons, como Eric Hobsbawm, Julian Barnes e Hanif Kureishi.
Quando esses nomes foram anunciados, despertaram um interesse enorme, foi um alvoroço. Logo percebemos que não seriam centenas, e sim milhares de pessoas. No fim das contas, 6 mil pessoas vieram.
Então foi assim, caótica, empolgante, absolutamente mágica, porque de repente todo mundo percebeu o que estava acontecendo. O público ficou muito entusiasmado e perseguiu alguns dos escritores pelas ruas. A cidade toda já estava infectada pela Flip-mania. Foi ao mesmo tempo emocionante e nos deixou muito ansiosos, porque mal sabíamos o que fazer com tanta gente.
BBC Brasil - O que te levou a participar da criação de um festival literário no Brasil?
Calder - Eu sempre gostei muito de festivais literários internacionais, onde pessoas do mundo todo podem se encontrar e conversar sobre seus livros. Tendo conhecido Paraty, um lugar tão maravilhoso e cheio de restaurantes, bares, hotéis e pousadas, me ocorreu que seria uma cidade perfeita para um festival.
Isso foi ainda no início dos anos 1990. Eu estava publicando alguns autores brasileiros na época, como Chico Buarque, Rubem Fonseca, Patrícia Melo e Milton Hatoum. Levamos um grupo deles para Hay-on-Wye (cidade inglesa onde é realizado o prestigiado Hay Festival) e foi lá que a ideia realmente nos pegou (em 1997).
O Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, e o Mauro Munhoz, que hoje dirige a Casa Azul (ONG que realiza a Flip), estavam conosco e todos embarcaram na ideia. Juntos começamos a planejar.
BBC Brasil - Quando a Flip começou você estava na Bloomsbury, que lucrava com os livros do Harry Potter. Isso contribuiu para a Flip?
"A festa cresceu mais do que nossas expectativas mais ousadas. As pessoas me perguntavam se a Flip deveria crescer ou não, e eu sempre dizia que não, mas claro que continuou crescendo. Mas conseguiu manter algo do sentimento e do espírito originais. Acho que isso tem a ver com a natureza de Paraty"
Liz Calder
Calder - Sim. Quando começamos a publicar os livros do Harry Potter, a sorte da Bloosmbury mudou. Deixou de ser "ok" para ser um sucesso estrondoso. E a Bloomsbury ajudou muito a Flip no início. O presidente da editora veio nas duas primeiras edições e foi um dos nossos primeiros patrocinadores. Obviamente isso também me beneficiou porque eu era uma das diretoras, então isso me permitiu ir e vir ao Brasil muito mais do que eu poderia antes. Então acho que podemos agradecer ao Harry Potter.
Eu queria muito convencer a J.K. Rowling (autora dos livros do Harry Potter) a vir para o festival, mas para ela é difícil ir para esse tipo de evento, porque seria engolida.
BBC Brasil - E como você vê a Flip hoje, crescida, chegando a sua décima edição?
Calder - A festa cresceu mais do que nossas expectativas mais ousadas. No início, as pessoas me perguntavam se a Flip deveria crescer ou não, e eu sempre dizia que não, mas claro que continuou crescendo.
Mas conseguiu manter algo do sentimento e do espírito originais, e espero que sempre consiga. Acho que isso tem a ver com a natureza de Paraty. A festa se expandiu o máximo que pode geograficamente, e agora não se pode ir muito além, a não ser que se entre no mar.
Não pode acontecer como em Hay-on-Wye. O festival sempre era na realizado na vila, mas se tornou tão grande que já não comportava, e uns cinco anos atrás se mudou para um campo a uns 10 km da cidade. A vila pequena e charmosa era parte da atmosfera. É como se a Flip decidisse descer a estrada e sair de Paraty, não seria a mesma coisa. Acho que a festa não deve crescer além do tamanho a que chegou hoje.
BBC Brasil - E hoje há filhotes da Flip em várias cidades brasileiras. Como você vê essa influência?
Calder - Acho bom que esteja se espalhando. Espero que continue assim, porque há claramente um apetite (para isso). Também há que se dizer que Paraty é um atrativo especial. É como uma recompensa extra para os visitantes. Você não está apenas tendo uma experiência rica e prazerosa ouvindo os autores, mas está neste lugar estonteante.
No ano passado, os debates na tenda dos autores contaram com público de cerca de 20 mil pessoas
Encontrar o lugar certo é muito importante, mas certamente há muitos lugares no Brasil onde eles (outros festivais) vão surgir e prosperar. E hoje a Flip é organizada inteiramente por brasileiros. No início, nós (ela e o marido, o cofundador da Flip Louis Baum) estávamos mais envolvidos.
BBC Brasil - Na festa que celebra os dez anos do festival, quais serão os principais destaques?
Calder - É um aniversário significativo, e será comemorado com alguns eventos especiais. E teremos diversas pessoas que estamos querendo trazer há anos, como o Javier Cercas, um escritor espanhol maravilhoso. Eu pessoalmente estou encantada com a vinda da Jennifer Egan, porque seu livro, A visita cruel do tempo, é simplesmente ótimo. E o Jonathan Franzen (autor de Liberdade) é um ótimo nome.
Também teremos escritores como Hanif Kureishi, que participou da primeira edição, e Ian McEwan, que estava na segunda. Como eles estão voltando, vai ser interessante ver a impressão que terão do festival hoje. O programa deste ano tem uma mistura muito forte, com brasileiros muito interessantes e um grupo eclético de visitantes do exterior.



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NEWS ABOUT FLIP

July 4-8, 2012 marked the tenth annual Flip (“Festa Literária Internacional de Paraty”), the literary festival held every July (except for World Cup years when it is held in August) in the Brazilian resort town of Paraty. Although attendance has grown from 6,000 to well over 25,000 every year, Flip itself remains roughly the same as when it started in 2003: Every year, 40 authors (twenty from Brazil, twenty from other—largely Anglophone—countries) are selected by the Festival’s committee to come and participate in about 20 round-tables or panels in front of members of the public. Big ticket international names this year included Jonathan Franzen (who, by all accounts, was not a hit with Brazilian audiences), Jennifer Egan, Ian McEwan, and Syrian Nobel Prize-nominated poet Adonis.
When speaking of what Flip has done in the past ten years for Brazilian literary culture as a whole, most people point to the way it’s functioned to put Brazil on the (global) “literary map.” The strong international flavor is unsurprising, given that Flip’s founder, Bloomsbury Publishing co-founder Liz Calder is herself a foreign—although frequent—visitor to Paraty. Flip’s half-Brazilian, half-international program has guaranteed a steady stream of big-name foreign authors who might never have otherwise had personal exposure to Brazilian audiences. In addition, points out Cassiano Elek Machado, Former Flip Program Director and Publisher of the publishing house Cosac Naify, Flip offers Brazilian authors an unparalleled chance to connect with prominent authors from around the world without leaving their own country.
- See more at: http://www.publishingtrends.com/2012/07/ten-years-flip-paraty/#comment-6333

July 4-8, 2012 marked the tenth annual Flip (“Festa Literária Internacional de Paraty”), the literary festival held every July (except for World Cup years when it is held in August) in the Brazilian resort town of Paraty. Although attendance has grown from 6,000 to well over 25,000 every year, Flip itself remains roughly the same as when it started in 2003: Every year, 40 authors (twenty from Brazil, twenty from other—largely Anglophone—countries) are selected by the Festival’s committee to come and participate in about 20 round-tables or panels in front of members of the public. Big ticket international names this year included Jonathan Franzen (who, by all accounts, was not a hit with Brazilian audiences), Jennifer Egan, Ian McEwan, and Syrian Nobel Prize-nominated poet Adonis.
When speaking of what Flip has done in the past ten years for Brazilian literary culture as a whole, most people point to the way it’s functioned to put Brazil on the (global) “literary map.” The strong international flavor is unsurprising, given that Flip’s founder, Bloomsbury Publishing co-founder Liz Calder is herself a foreign—although frequent—visitor to Paraty. Flip’s half-Brazilian, half-international program has guaranteed a steady stream of big-name foreign authors who might never have otherwise had personal exposure to Brazilian audiences. In addition, points out Cassiano Elek Machado, Former Flip Program Director and Publisher of the publishing house Cosac Naify, Flip offers Brazilian authors an unparalleled chance to connect with prominent authors from around the world without leaving their own country.

Flip’s popularity has been such that the Brazilian publishing industry as a whole has adapted a range of techniques for extending its benefits. During the submission period, publishers lobby fiercely to have their authors included, but Elek Machado says there’s been a shift in the Brazilian publishing year overall, even for those books whose authors aren’t featured at Flip. Before the advent of Flip, “most of the important releases…were concentrated close to Christmas. But as Flip is in July, many houses started to release some of their important titles in May, June, and July to benefit from Flip’s buzz.”  Publishers also take advantage of a town packed with 25,000-30,000 enthusiastic readers from around the world by paying to bring choice authors to Paraty beyond those officially chosen by Flip. To further connect with readers, Brazilian publishers set up “headquarters” in Paraty during the Festival, and plan elaborate parties to welcome the hordes of journalists who descend on the town during that week looking for story leads on books and authors.
Selling actual books is also a huge component, and the Flip bookstore sees much of the traffic and activity that goes on during the festival week. Ricardo Costa, former Managing Editor of the Brazilian book trade publication Publish News, says that Paraty’s lone bookstore was in charge of the store the first year, but was overwhelmed by the volume. The operation is now overseen by staff from the bookstore chain Livraria de Vila, who travel more than 400 miles from São Paulo every year. Costa notes that in Brazil, unlike in the United States and much of Europe, bookstores are on the rise—another chain, Livraria de Cultura, plans to open four new stores this year alone.
When it launched, Flip’s sole focus was adult literature, with a small area on-site demarcated for children’s books—nothing compared to the separate partner event, Flipinha, into which that original on-site area has grown. Costa says that preparations for the event are distributed throughout the entire year’s curriculum for Paraty school children, with teachers assigning books and research projects based on the authors who will be appearing the following year.
By staying small and simple—even as it encourages periphery events to flourish—says Costa, Flip has distinguished itself over the past ten years as one of the best places in the world to “get in contact with the world ‘behind’ the book.”
- See more at: http://www.publishingtrends.com/2012/07/ten-years-flip-paraty/#comment-6333
 The Festa Literária Internacional de Paraty (International Literary Festival of Paraty- FLIP) is a literary festival held yearly since 2003 in the Brazilian city of Paraty, in the state of Rio de Janeiro.[1]
FLIP is considerated one of the most important literary festivals in Brazil and South America. Funding is provided by a graduated system of sponsors and is driven by the nonprofit Associação Casa Azul. In addition to lectures discussions, literary workshops and side events for children (Flipinha) and young people (Flipzona) are also held. The worldwide success since its foundation year is mainly due to the involvement and active participation of internationally recognized authors from several countries.
The festival was devised by the English publisher Liz Calder of Bloomsbury Publishing, who lived in Brazil and was literaryagent for several Brazilian authors, using as a model the literary festival of Hay-on-Wye, in the United Kingdom. The festival is associated with other similar, such as the International Festival of Authors in Toronto, Canada, and Festivaletteratura Mantova in Italy, to show intercultural literature.
uly 4-8, 2012 marked the tenth annual Flip (“Festa Literária Internacional de Paraty”), the literary festival held every July (except for World Cup years when it is held in August) in the Brazilian resort town of Paraty. Although attendance has grown from 6,000 to well over 25,000 every year, Flip itself remains roughly the same as when it started in 2003: Every year, 40 authors (twenty from Brazil, twenty from other—largely Anglophone—countries) are selected by the Festival’s committee to come and participate in about 20 round-tables or panels in front of members of the public. Big ticket international names this year included Jonathan Franzen (who, by all accounts, was not a hit with Brazilian audiences), Jennifer Egan, Ian McEwan, and Syrian Nobel Prize-nominated poet Adonis.
When speaking of what Flip has done in the past ten years for Brazilian literary culture as a whole, most people point to the way it’s functioned to put Brazil on the (global) “literary map.” The strong international flavor is unsurprising, given that Flip’s founder, Bloomsbury Publishing co-founder Liz Calder is herself a foreign—although frequent—visitor to Paraty. Flip’s half-Brazilian, half-international program has guaranteed a steady stream of big-name foreign authors who might never have otherwise had personal exposure to Brazilian audiences. In addition, points out Cassiano Elek Machado, Former Flip Program Director and Publisher of the publishing house Cosac Naify, Flip offers Brazilian authors an unparalleled chance to connect with prominent authors from around the world without leaving their own country.

Flip’s popularity has been such that the Brazilian publishing industry as a whole has adapted a range of techniques for extending its benefits. During the submission period, publishers lobby fiercely to have their authors included, but Elek Machado says there’s been a shift in the Brazilian publishing year overall, even for those books whose authors aren’t featured at Flip. Before the advent of Flip, “most of the important releases…were concentrated close to Christmas. But as Flip is in July, many houses started to release some of their important titles in May, June, and July to benefit from Flip’s buzz.”  Publishers also take advantage of a town packed with 25,000-30,000 enthusiastic readers from around the world by paying to bring choice authors to Paraty beyond those officially chosen by Flip. To further connect with readers, Brazilian publishers set up “headquarters” in Paraty during the Festival, and plan elaborate parties to welcome the hordes of journalists who descend on the town during that week looking for story leads on books and authors.
Selling actual books is also a huge component, and the Flip bookstore sees much of the traffic and activity that goes on during the festival week. Ricardo Costa, former Managing Editor of the Brazilian book trade publication Publish News, says that Paraty’s lone bookstore was in charge of the store the first year, but was overwhelmed by the volume. The operation is now overseen by staff from the bookstore chain Livraria de Vila, who travel more than 400 miles from São Paulo every year. Costa notes that in Brazil, unlike in the United States and much of Europe, bookstores are on the rise—another chain, Livraria de Cultura, plans to open four new stores this year alone.
When it launched, Flip’s sole focus was adult literature, with a small area on-site demarcated for children’s books—nothing compared to the separate partner event, Flipinha, into which that original on-site area has grown. Costa says that preparations for the event are distributed throughout the entire year’s curriculum for Paraty school children, with teachers assigning books and research projects based on the authors who will be appearing the following year.
By staying small and simple—even as it encourages periphery events to flourish—says Costa, Flip has distinguished itself over the past ten years as one of the best places in the world to “get in contact with the world ‘behind’ the book.”
- See more at: http://www.publishingtrends.com/2012/07/ten-years-flip-paraty/#comment-6333


July 4-8, 2012 marked the tenth annual Flip (“Festa Literária Internacional de Paraty”), the literary festival held every July (except for World Cup years when it is held in August) in the Brazilian resort town of Paraty. Although attendance has grown from 6,000 to well over 25,000 every year, Flip itself remains roughly the same as when it started in 2003: Every year, 40 authors (twenty from Brazil, twenty from other—largely Anglophone—countries) are selected by the Festival’s committee to come and participate in about 20 round-tables or panels in front of members of the public. Big ticket international names this year included Jonathan Franzen (who, by all accounts, was not a hit with Brazilian audiences), Jennifer Egan, Ian McEwan, and Syrian Nobel Prize-nominated poet Adonis.
When speaking of what Flip has done in the past ten years for Brazilian literary culture as a whole, most people point to the way it’s functioned to put Brazil on the (global) “literary map.” The strong international flavor is unsurprising, given that Flip’s founder, Bloomsbury Publishing co-founder Liz Calder is herself a foreign—although frequent—visitor to Paraty. Flip’s half-Brazilian, half-international program has guaranteed a steady stream of big-name foreign authors who might never have otherwise had personal exposure to Brazilian audiences. In addition, points out Cassiano Elek Machado, Former Flip Program Director and Publisher of the publishing house Cosac Naify, Flip offers Brazilian authors an unparalleled chance to connect with prominent authors from around the world without leaving their own country.
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uly 4-8, 2012 marked the tenth annual Flip (“Festa Literária Internacional de Paraty”), the literary festival held every July (except for World Cup years when it is held in August) in the Brazilian resort town of Paraty. Although attendance has grown from 6,000 to well over 25,000 every year, Flip itself remains roughly the same as when it started in 2003: Every year, 40 authors (twenty from Brazil, twenty from other—largely Anglophone—countries) are selected by the Festival’s committee to come and participate in about 20 round-tables or panels in front of members of the public. Big ticket international names this year included Jonathan Franzen (who, by all accounts, was not a hit with Brazilian audiences), Jennifer Egan, Ian McEwan, and Syrian Nobel Prize-nominated poet Adonis.
When speaking of what Flip has done in the past ten years for Brazilian literary culture as a whole, most people point to the way it’s functioned to put Brazil on the (global) “literary map.” The strong international flavor is unsurprising, given that Flip’s founder, Bloomsbury Publishing co-founder Liz Calder is herself a foreign—although frequent—visitor to Paraty. Flip’s half-Brazilian, half-international program has guaranteed a steady stream of big-name foreign authors who might never have otherwise had personal exposure to Brazilian audiences. In addition, points out Cassiano Elek Machado, Former Flip Program Director and Publisher of the publishing house Cosac Naify, Flip offers Brazilian authors an unparalleled chance to connect with prominent authors from around the world without leaving their own country.

Flip’s popularity has been such that the Brazilian publishing industry as a whole has adapted a range of techniques for extending its benefits. During the submission period, publishers lobby fiercely to have their authors included, but Elek Machado says there’s been a shift in the Brazilian publishing year overall, even for those books whose authors aren’t featured at Flip. Before the advent of Flip, “most of the important releases…were concentrated close to Christmas. But as Flip is in July, many houses started to release some of their important titles in May, June, and July to benefit from Flip’s buzz.”  Publishers also take advantage of a town packed with 25,000-30,000 enthusiastic readers from around the world by paying to bring choice authors to Paraty beyond those officially chosen by Flip. To further connect with readers, Brazilian publishers set up “headquarters” in Paraty during the Festival, and plan elaborate parties to welcome the hordes of journalists who descend on the town during that week looking for story leads on books and authors.
Selling actual books is also a huge component, and the Flip bookstore sees much of the traffic and activity that goes on during the festival week. Ricardo Costa, former Managing Editor of the Brazilian book trade publication Publish News, says that Paraty’s lone bookstore was in charge of the store the first year, but was overwhelmed by the volume. The operation is now overseen by staff from the bookstore chain Livraria de Vila, who travel more than 400 miles from São Paulo every year. Costa notes that in Brazil, unlike in the United States and much of Europe, bookstores are on the rise—another chain, Livraria de Cultura, plans to open four new stores this year alone.
When it launched, Flip’s sole focus was adult literature, with a small area on-site demarcated for children’s books—nothing compared to the separate partner event, Flipinha, into which that original on-site area has grown. Costa says that preparations for the event are distributed throughout the entire year’s curriculum for Paraty school children, with teachers assigning books and research projects based on the authors who will be appearing the following year.
By staying small and simple—even as it encourages periphery events to flourish—says Costa, Flip has distinguished itself over the past ten years as one of the best places in the world to “get in contact with the world ‘behind’ the book.”
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uly 4-8, 2012 marked the tenth annual Flip (“Festa Literária Internacional de Paraty”), the literary festival held every July (except for World Cup years when it is held in August) in the Brazilian resort town of Paraty. Although attendance has grown from 6,000 to well over 25,000 every year, Flip itself remains roughly the same as when it started in 2003: Every year, 40 authors (twenty from Brazil, twenty from other—largely Anglophone—countries) are selected by the Festival’s committee to come and participate in about 20 round-tables or panels in front of members of the public. Big ticket international names this year included Jonathan Franzen (who, by all accounts, was not a hit with Brazilian audiences), Jennifer Egan, Ian McEwan, and Syrian Nobel Prize-nominated poet Adonis.
When speaking of what Flip has done in the past ten years for Brazilian literary culture as a whole, most people point to the way it’s functioned to put Brazil on the (global) “literary map.” The strong international flavor is unsurprising, given that Flip’s founder, Bloomsbury Publishing co-founder Liz Calder is herself a foreign—although frequent—visitor to Paraty. Flip’s half-Brazilian, half-international program has guaranteed a steady stream of big-name foreign authors who might never have otherwise had personal exposure to Brazilian audiences. In addition, points out Cassiano Elek Machado, Former Flip Program Director and Publisher of the publishing house Cosac Naify, Flip offers Brazilian authors an unparalleled chance to connect with prominent authors from around the world without leaving their own country.

Flip’s popularity has been such that the Brazilian publishing industry as a whole has adapted a range of techniques for extending its benefits. During the submission period, publishers lobby fiercely to have their authors included, but Elek Machado says there’s been a shift in the Brazilian publishing year overall, even for those books whose authors aren’t featured at Flip. Before the advent of Flip, “most of the important releases…were concentrated close to Christmas. But as Flip is in July, many houses started to release some of their important titles in May, June, and July to benefit from Flip’s buzz.”  Publishers also take advantage of a town packed with 25,000-30,000 enthusiastic readers from around the world by paying to bring choice authors to Paraty beyond those officially chosen by Flip. To further connect with readers, Brazilian publishers set up “headquarters” in Paraty during the Festival, and plan elaborate parties to welcome the hordes of journalists who descend on the town during that week looking for story leads on books and authors.
Selling actual books is also a huge component, and the Flip bookstore sees much of the traffic and activity that goes on during the festival week. Ricardo Costa, former Managing Editor of the Brazilian book trade publication Publish News, says that Paraty’s lone bookstore was in charge of the store the first year, but was overwhelmed by the volume. The operation is now overseen by staff from the bookstore chain Livraria de Vila, who travel more than 400 miles from São Paulo every year. Costa notes that in Brazil, unlike in the United States and much of Europe, bookstores are on the rise—another chain, Livraria de Cultura, plans to open four new stores this year alone.
When it launched, Flip’s sole focus was adult literature, with a small area on-site demarcated for children’s books—nothing compared to the separate partner event, Flipinha, into which that original on-site area has grown. Costa says that preparations for the event are distributed throughout the entire year’s curriculum for Paraty school children, with teachers assigning books and research projects based on the authors who will be appearing the following year.
By staying small and simple—even as it encourages periphery events to flourish—says Costa, Flip has distinguished itself over the past ten years as one of the best places in the world to “get in contact with the world ‘behind’ the book.”
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 Source: Wikipedia

sábado, 29 de junho de 2013

Organização de livros na estantes por afinidades - A proposta de Aby Warburg

Abraham Moritz Warburg mais conhecido como Aby Warburg (Hamburgo, 13 de junho de 186626 de outubro, 1929) foi um historiador da arte alemão, célebre por seus estudos sobre o ressurgimento do paganismo no renascimento italiano.
Ficou conhecido também pela Biblioteca referencial que levava seu nome, e que reunia uma grande coleção sobre ciências humanas e que, ao ser transferida para Londres em 1933, tornou-se a base para a constituição do Instituto Warburg.


Fonte: Wikipedia

Aby Warburg - Fonte: Wikipedia



Na biblioteca de Aby Warburg, os livros não eram dispostos por idioma, gênero ou ordem alfabética. Seus milhares
 de volumes eram organizados por afinidade, obedecendo ao que o historiador alemão chamava de “lei da boa vizinhança”. Os temas de uma 
obra se desdobravam na obra ao lado, que por sua vez era aprofundada ou 
contestada pela seguinte, e assim por diante, criando uma rede idiossincrática e virtualmente infinita de conhecimento espalhada pelas 
prateleiras. Na entrada do edifício que construiu em 1926, em Hamburgo, sua cidade natal, para abrigar o acervo sempre crescente, descrito por 
visitantes ora como lugar de sonho ora como labirinto desnorteante, mandou gravar o nome de Mnemosyne, deusa grega da memória.
 
A  expressão aparece também no título de seu projeto mais ambicioso, “Atlas  Mnemosyne”. Regido por princípio semelhante ao da biblioteca, era um 
conjunto de painéis onde o historiador afixava reproduções de pinturas,  marcos arquitetônicos, retratos, diagramas, mapas. Ao morrer, em 1929, 
Warburg deixou o “Atlas” inacabado (ou era inacabável por definição), com 70 painéis e cerca de 1.300 imagens que contam uma versão 
alternativa da História da Arte, determinada não por estilos ou períodos, e sim por aproximações entre formas e temas de diferentes 
épocas.
  
 
  
 
 
Pesquisa entre os índios

Uma passagem decisiva da vida de Warburg, foi em 1895, aos 29 anos, o historiador fez uma viagem a territórios dos índios Pueblo nos estados norte-americanos de Arizona e Novo México. Suas anotações indicam que buscava novos rumos para as pesquisas: “Eu estava sinceramente farto da história estetizante da arte”, escreveu, criticando os “falatórios estéreis” produzidos pela mera “contemplação formal da imagem”. Nos rituais indígenas, viu-se diante de uma demonstração vibrante da sobrevivência de elementos “pagãos” como os que buscava nas obras do Renascimento.

 

De volta a Hamburgo, continuou a alimentar sua biblioteca, impulsionado pela ideia de que suas pesquisas deviam “funcionar como um sismógrafo da alma na linha divisória entre as culturas”. Primogênito de uma tradicional família de banqueiros alemães, ele havia abdicado da herança aos 13 anos, sob uma condição: seu irmão mais novo poderia assumir o banco desde que fornecesse a Warburg todos os livros que desejasse até o fim da vida. Em 1911, já tinha 15 mil volumes.

Durante a Primeira Guerra Mundial, colocou a biblioteca a serviço da documentação do conflito. Chegou a reunir em um ano 25 mil recortes da imprensa alemã e estrangeira. Um colapso nervoso ao fim da guerra levou-o a se internar em um sanatório na Suíça. Retomou os trabalhos em 1924 e, dois anos depois, inaugurou um grande edifício para abrigar seu acervo, que já chegava a 46 mil volumes. Nascia a Biblioteca Warburg de Ciência da Cultura.

— Com Warburg, a biblioteca é concebida não só como lugar de conhecimento, mas como cenário no qual se desenrolam os fenômenos que ele investigava no campo da História da Arte.

Depois de sua morte, em 1929, o círculo de pesquisadores que havia se formado em torno de Warburg organizou a edição dos textos publicados em vida por ele, lançada em 1932. No ano seguinte, diante do avanço nazista na Alemanha, a biblioteca (já com 60 mil obras) foi transferida para Londres, onde serviu de base para a criação do Instituto Warburg, que nas últimas décadas recebeu gerações de pensadores como Ernst Gombrich, Erwin Panofsky, Carlo Ginzburg e Giorgio Agamben. Hoje integrado à Universidade de Londres, o instituto tem uma biblioteca de mais de 300 mil títulos, onde permanece em vigor a “lei da boa vizinhança”: seus quatro andares correspondem a seções batizadas apenas como Imagem, Palavra, Orientação e Ação.

Retórica visual

Os livros se foram de Hamburgo, mas a cidade abriga até hoje a Casa Warburg, centro de estudos dedicado a, entre outras atividades, coordenar a edição das obras completas do autor em alemão. Diretor da instituição e um dos responsáveis pelas publicações, o historiador Uwe Fleckner vem ao Brasil em junho para o evento Coleções Literárias, na UFSC, e para a conferência no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói, na qual falará sobre a “retórica visual” de Warburg.

Fleckner cita como exemplo desse método o último livro editado pela Casa, em 2012, dedicado às séries fotográficas e exposições preparadas pelo autor ao longo da vida. Nas conferências, Warburg costumava falar diante de painéis semelhantes aos do “Atlas”, preparados especialmente para a ocasião. Os textos dessas apresentações, muitas vezes improvisadas, se perderam, mas restaram as fotos dos painéis.

Parte importante do trabalho editorial de Fleckner foi interpretar essas composições. Nelas, vê o trabalho de um pensador que recusava distinções entre obras de arte e imagens do cotidiano, entre História e “atualidade”, entre arte ocidental e “não ocidental”.

— Warburg oferece um modelo para repensarmos nossos métodos. Não devemos transformar sua obra em monumento. Podemos pensar nele como um contemporâneo, um colega com quem continuamos a trabalhar.


Fonte: O Globo - Warburg

 

__________________

 

Biblioteca Warburg

Em 1909 começou a organizar a Biblioteca Warburg (futuro Instituto Warburg), primeiramente com a finalidade de ter sempre à mão a bibliografia necessária para os seus estudos, que abrangiam toda a civilização ocidental. Em 1914, começou a acolher outros estudiosos que o procuravam para consultar a coleção, e a tornou semi-pública, com publicação de duas revistas com artigos resultantes dos estudos ali realizados. Pretendeu abrir totalmente a Biblioteca, abrindo bolsas para estudantes ligados à futura instituição, mas a Primeira Guerra Mundial e sua internação em uma clínica neurológica entre 1918 e 1923 atrasaram a abertura da Biblioteca, realizada durante o período do seu tratamento por Fritz Saxl. Após seu restabelecimento e retomada das atividades, Warburg mandou construir um edifício planejado para abrigar exclusivamente a Biblioteca, com um espaço para aulas, construído na forma oval.
A Kulturwissenschaftliche Bibliothek Warburg (Biblioteca Warburg de Ciência da Cultura) contava com quase 70.000 volumes. Sua coleção abrangia não só a arte, sua história, produção e crítica, mas também sociologia, antropologia, religião, astronomia, etc.
No entanto, foi sua forma de organização que foi sua característica mais marcante e que refletia os problemas teóricos aos quais Warburg dedicou-se durante toda a sua vida. O principal era a Nachleben der Antike (a sobrevivência do antigo), a persistência das imagens e das idéias da Antigüidade clássica pagã através dos tempos na civilização ocidental.
Warburg dispunha os livros nas estantes sem recorrer a nenhum método de sistematização biblioteconômica, mas a uma sistema que respeitava um critério pessoal que ele chamava de "lei da boa vizinhança". Assim, os livros de astrologia estavam próximos aos de astronomia; alquimia perto de química, etc.
A organização peculiar de Warburg atingiu seu ponto máximo de sofisticação próximo de sua morte, quando um edifício foi construído especialmente para abrigar sua coleção. O sistema por ele engendrado, com a participação de seus colaboradores Fritz Saxl e Gertrud Bing, dividia os livros em quatro andares, obedecendo à ordem:
1.o andar: Drômenon (Ação) 2.o andar: Wort (Palavra) 3.o andar: Bild (Imagem) 4.o andar: Orientienrung (Orientação)

  Fonte: Wikipedia



Literature

Bibliographies
Biographies
  • Ernst H. Gombrich: Aby Warburg. An Intellectual Biography. The Warburg Institute, London 1970; German Edition Frankfurt 1981, reissued Hamburg 2006. (partly as PDF, 2.014 KB)
  • Bernd Roeck: Der junge Aby Warburg. München 1997.
  • Carl Georg Heise: Persönliche Erinnerungen an Aby Warburg. Hrsg. und kommentiert von Björn Biester und Hans-Michael Schäfer (Gratia. Bamberger Schriften zur Renaissanceforschung 43). Wiesbaden: Harrassowitz, 2005.
  • Mark A. Russell: Between Tradition and Modernity: Aby Warburg and the Public Purposes of Art in Hamburg, 1896-1918. Berghahn Books. New York and Oxford 2007.
  • Karen Michels: Aby Warburg — Im Bannkreis der Ideen. C.H. Beck. München 2007.
Monographs
  • Silvia Ferretti: Cassirer, Panofsky and Warburg: Symbol, Art and History. Yale U.P., London, New Haven 1989.
  • Horst Bredekamp, Michael Diers, Charlotte Schoell-Glass (eds.): Aby Warburg. Akten des internat. Symposiums Hamburg 1990. Weinheim 1991.
  • P. Schmidt: Aby Warburg und die Ikonologie. Mit e. Anhang unbekannter Quellen zur Geschichte der Internat. Gesellschaft für ikonographische Studien von D. Wuttke. 2. Aufl. Wiesbaden 1993.
  • Charlotte Schoell-Glass, Aby Warburg und der Antisemitismus. Kulturwissenschaft als Geistespolitik. Fischer Taschenbuch, Frankfurt am Main 1998. ISBN 3-596-14076-5
  • Georges Didi-Huberman, L'image survivante: histoire de l'art et temps des fantômes selon Aby Warburg. Les Éd. de Minuit, Paris 2002. ISBN 2-7073-1772-1
  • Hans-Michael Schäfer: Die Kulturwissenschaftliche Bibliothek Warburg. Geschichte und Persönlichkeit der Bibliothek Warburg mit Berücksichtigung der Bibliothekslandschaft und der Stadtsituation der Freien u. Hansestadt Hamburg zu Beginn des 20. Jahrhunderts. Logos Verlag, Berlin 2003.
  • Michaud, Phillippe-Alain (2004). Aby Warburg and the Image in Motion. Zone Books. ISBN 978-1-890951-40-5.
  • Ludwig Binswanger: Aby Warburg: La guarigione infinita. Storia clinica di Aby Warburg. A cura di Davide Stimilli. Vicenza 2005 (German: Die unendliche Heilung. Aby Warburgs Krankengeschichte, Zürich/Berlin: diaphanes, 2007).
  • Photographs at the Frontier, Nicholas Mann et alii eds., London 1990
  • Cora Bender, Thomas Hensel, Erhard Schüttpelz (eds.): Schlangenritual. Der Transfer der Wissensformen vom Tsu'ti'kive der Hopi bis zu Aby Warburgs Kreuzlinger Vortrag. Akademie Verlag, Berlin 2007. ISBN 978-3-05-004203-9
  • Wolfgang Bock: Urbild und magische Hülle.Aby Warburgs Theorie der Astrologie, in: Bock: Astrologie und Aufklärung. Über modernen Aberglauben, Stuttgart: Metzler 1995, pp. 265–254
  • Wolfgang Bock: Verborgene Himmelslichter. Sterne als messianische Orientierung. Benjamin, Warburg, in: Bock: Walter Benjamin. Die Rettung der Nacht. Sterne, Melancholie und Messianismus, Bielefeld: Aisthesis, 2000, pp. 195–218
  • Thomas Hensel: Wie aus der Kunstgeschichte eine Bildwissenschaft wurde: Aby Warburgs Graphien. Akademie Verlag, Berlin 2011

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A LIVRARIA MAIS ANTIGA DO MUNDO - LIVRARIA BERTRAND do Chiado


LIVRARIA BERTRAND do Chiado é considerada a Livraria mais antiga do mundo em funcionamento.

http://www.bertrand.pt/

A Livraria Bertrand é uma rede de livrarias de Portugal. Surgiu em 1732 no Chiado e hoje em dia tem mais de 50 livrarias em Portugal e Espanha.1 2
A Bertrand assumiu-se também como um local de tertúlia, funcionando como uma espécie de clube literário. Alexandre Herculano foi um dos notáveis mais assíduos, que para além de lá publicar os livros, não faltava à tertúlia diária. Para além de Herculano, outras figuras da Geração de 1870 por ali passaram. Oliveira Martins, Eça de Queirós, Antero de Quental e Ramalho Ortigão eram alguns dos "habitués", que utilizavam este espaço para falar de política e literatura.
Nos finais do século XIX, o Chiado era uma zona de eleição da cidade de Lisboa, e a Livraria era frequentada pela melhor sociedade lisboeta, por ali passando desde liberais e conservadores, burgueses e aristocratas, incluindo o próprio D. Pedro II do Brasil.

File:LisbonChiado1-CCBYSA.jpg
Livraria  Bertrand - Portugal



O político José Fontana, que aí se suicidou, foi dos seus primeiros empregados3 .
Aquilino Ribeiro foi outro dos notáveis que frequentaram a Bertrand. De tal forma, que foi criado o "Cantinho do Aquilino" na primeira sala do lado direito. Dizem os mais antigos que este era o espaço predilecto de Fernando Namora, Urbano Tavares Rodrigues e José Cardoso Pires para a conversa sentada.
Em 1909, a Bertrand dispõe pela 1ª vez de oficinas próprias de impressão e composição, situando-se na Rua da Alegria, n.º 100 e toma o nome de Tipografia da Antiga Casa Bertrand 4 .
Hoje a Bertrand da Rua Garrett é um verdadeiro tesouro vivo e uma recordação única do passado de Lisboa e, particularmente, do Chiado, um bairro emblemático da cidade.
A Livraria Bertrand tem a maior rede de livrarias em Portugal, que vendem desde as mais actuais obras do mercado, os bestsellers do momento, aos títulos de fundo.
Em Março de 2009 a Livraria Bertrand abriu uma loja no antigo Cinema Alcázar, na Rambla em Barcelona com 1500 metros quadrados5 .
Em Abril de 2010, a Livraria Bertrand ganha o certificado do Guinness World Records para «os mais antigos livreiros em actividade» e a Livraria Bertrand do Chiado, ganha para «a mais antiga livraria em actividade».6
Entretanto, nesse mesmo ano, é adquirida pelo Grupo Porto Editora e com esta aquisição, surgiu o Grupo BertrandCírculo7 .

Fonte:wikipedia


______________

CRONOLOGIA DO GRUPO BERTRAND

2010 – O Grupo Porto Editora adquire o Direct Group constituído pela Editora Bertrand, Distribuidora Bertrand, Livrarias Bertrand e Círculo de Leitores. Com esta aquisição, surgiu o Grupo BertrandCírculo.

2008 – O Direct Group Portugal adquire a Editora Pergaminho e reforça a sua posição no mercado editorial português.

2007 – Integração do Grupo Bertrand e Grupo Círculo de Leitores sob o denominador comum DirectGroup Portugal.

2006 – O Círculo de Leitores adquire o Grupo Bertrand constituído pela Editora Bertrand, Distribuidora de Livros Bertrand e Livrarias Bertrand.

1999 – Criação do Prémio Literário José Saramago pela Fundação Círculo de Leitores.

1994 – Distinção PME Prestígio.

1993 – Fusão das sociedades livreiras – transformação em SA.

1971 – O Círculo de Leitores edita o primeiro número da sua revista, iniciando a sua atividade como clube do livro.

1969 – São aumentados os postos de venda. A atividade do departamento de vendas é alargada e reorganizada dentro de nova sociedade: a Prolivro – Promoção do Livro, Limitada. A distribuição para Angola fica a cargo da Difal.

1968 – A partir de 28 de fevereiro, a Bertrand dispõe de uma nova loja em Lisboa, em Malpique.

1963 – A Bertrand passa a dispor de uma loja em Lisboa – para além da livraria do Chiado, situando-se na Av. de Roma.

1961 – Inicia-se a montagem da nova secção de off-set.

1957-58 – Realiza-se a mudança das oficinas para as instalações da Venda Nova.

1955 – A Bertrand passa a dispor de uma Delegação em Coimbra que compreende escritórios, armazéns e serviços de distribuição.

1948-49 – Inauguração da nova secção de encadernação e modernizada a tipografia.

1939 – A Livraria Bertrand passa a dispor de tipografia própria.

1938 - Assinado um contrato de sociedade entre a Livraria Bertrand e a Livraria Internacional do Porto (sede na Rua 31 de Janeiro, 43-46).

1933 – A firma passa a sociedade anónima, adotando o nome de Livraria Bertrand SARL.

1909 – A Bertrand dispõe pela 1ª vez de oficinas próprias de impressão e composição, situando-se na Rua da Alegria, 100 e toma o nome de Tipografia da Antiga Casa Bertrand.

1770-73 – Após o terramoto de 1755, a Livraria renasce na Rua Garrett.

1747-54 – Morre Pedro Faure. A livraria passa a chamar-se Irmãos Bertrand.

1740-47 – Pedro Faure dá sociedade aos irmãos Bertrand – Pierre e Jean Joseph Bertrand. A livraria passa a chamar-se Pedro Faure e Irmãos Bertrand.

1732 – Pedro Faure abre a 1ª Livraria na esquina da Rua Direita do Loreto com a Rua do Norte em Lisboa. A livraria, provavelmente, tem o seu nome.






Passa o tempo, mudam-se as gerências, mas ficam os livros. Há mais de dois séculos. É verdade, são já quase trezentos anos de uma História que se confunde com a de Lisboa. Bertrand é hoje o nome da mais antiga e maior rede de livrarias em Portugal, integradas e estreitamente cooperantes no esforço de satisfazer as necessidades dos seus clientes. A expansão e modernização de que foi alvo abarcou todo o país continental e ilhas, contando já com uma superfície comercial que ultrapassa os 10.000 m2, mas a livraria pioneira continua aberta no Chiado, exibindo belas e características salas, um grande respeito pela sua tradição e, claro, uma ampla variedade de todos os tipos de livros. Muitos intelectuais e escritores passaram pelas suas portas e conviveram com os seus livros - livros que os inspiraram a escrever e a ler. Durante a sua longa História, foi muitas vezes o ponto privilegiado de discussões literárias e mesmo de tramas políticas. Fundada em 1732 por Pedro Faure, a primeira Bertrand abriu portas na Rua Direita do Loreto.
Após o Grande Terramoto de 1755 o seu genro foi obrigado a instalar-se junto da Capela de Nossa Senhora das Necessidades, regressando, dezoito anos depois, à reconstruída baixa pombalina. A Rua Garrett passa então a fazer parte do itinerário cultural da cidade. Por ali passam e ficam, em conversa de amigos ou em acesas tertúlias, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Eça de Queirós, Antero de Quental e Ramalho Ortigão. Pela esquina de tão prestigiada livraria passava, na verdade, a História. À Rua Garrett chegou notícia da fuga de D. João VI para o Brasil, ali se cruzaram liberais e conservadores, mais tarde republicanos e democratas, por ali estávamos proibidos de invadir o cantinho de Aquilino Ribeiro, e ainda não há muito nos podíamos cruzar com Fernando Namora ou José Cardoso Pires.
Em 2011, o Guinness World Records reconheceu a Livraria Bertrand do Chiado como a mais antiga do mundo em funcionamento.

Hoje são 60 as livrarias Bertrand espalhadas pelo país. Cada livraria é pensada com o carinho e cuidado com que gostamos de acolher os nossos leitores. Criando espaços de encontro, cada loja tem uma personalidade própria, promovendo diferentes atividades – leituras, sessões de autógrafos, tertúlias, exposições, lançamentos, entre outros.

A nossa História ensinou-nos a cumplicidade com o leitor, a lealdade. Fazemos questão de lhe oferecer as mais atuais obras do mercado, os bestsellers do momento, mas também de ter em estante, ao seu dispor, os títulos de referência e uma variedade editorial que desafia leitores de diferentes gostos e idades.

Fazemos História, estando no presente. Atuais, atentos, ainda apaixonados pelo LIVRO.

Site: www.bertrand.pt